Saúde mental de idosos: um estudo com praticantes e não praticantes de atividades físicas

Revista FisiSenectus

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ISSN: 23183381
Editor Chefe: Fátima Ferretti
Início Publicação: 20/06/2019
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Multidisciplinar

Saúde mental de idosos: um estudo com praticantes e não praticantes de atividades físicas

Ano: 2024 | Volume: 12 | Número: 1
Autores: Paloma Cavalcante Bezerra de Medeiros , Iara Sampaio Cerqueira, Ramnsés Silva e Araújo , Lívia Rangelli Ramos da Silva Freitas, Márcio Cronemberger de Mesquita Coutinho, Jessiane Maria Cruz Silva, Ana Carolina Martins Monteiro Silva, Emerson Diógenes de Medeiros
Autor Correspondente: Iara Sampaio Cerqueira | [email protected]

Palavras-chave: pessoas idosas, atividade física, saúde mental.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: Na fase de vida adulta tardia é característico o surgimento da senilidade, principalmente no que se refere a sinais/sintomas de declínio cognitivo, assim como episódios depressivos. O desenvolvimento na saúde permite a elevação da qualidade de vida de pessoas idosas por meio da prática de atividades físicas. Objetivo: avaliar aspectos cognitivos de idosos, praticantes e não praticantes de atividades físicas. Métodos: trata-se de um estudo quase experimental, ex post facto, com amostra por conveniência de idosos praticantes e não praticantes de atividades físicas. A coleta de dados foi realizada por meio do Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Teste Pictórico de Memória (TEPIC), Inventário de Depressão de Beck (BDI), e Questionário Sociodemográfico. A análise foi realizada a partir do IBM SPSS 21. Resultados: participaram 202 idosos, com idades entre 60 e 95 anos (M=68,82; DP=6,27), maioria do sexo feminino (n=142). Na avaliação cognitiva, com o instrumento MEEM foi obtido média de 22,7 pontos (DP=3,4), sugestivo de déficit nas categorias cognitivas avaliadas. O TEPIC indicou a média de 5,24 pontos (DP=3,1), sugestivo de dificuldade de recuperação de informações visuais. Quanto ao BDI, apresentou média de 13,4 pontos (DP=10,41), indicando sintomas leves de Depressão. Na avaliação sobre a prática de atividades físicas, oito foram relatadas, a mais frequente: caminhada (63,6%). Aqueles que praticam atividades apresentaram menor pontuação na sintomatologia depressiva. Conclusão: a prática de atividade física é benéfica para pessoas idosas, alinhando-se com a literatura ao destacar sua relevância na preservação de habilidades cognitivas.



Resumo Inglês:

Introduction: In late adulthood, the emergence of senility is characteristic, especially with regard to signs/symptoms of cognitive decline,such as depressive episodes. Development in health allows for an increase in the quality of life of elderly people through the practice of physical activities. Objective:to evaluate cognitive aspects of elderly people, who practice and do not practice physical activities. Methods:this is a quasi-experimental, ex post facto study, with a convenience sample of elderly people who practice and do not practice physical activities. Data collection was carried out using the Mini Mental State Examination (MMSE), Pictorial Memory Test (TEPIC), Beck Depression Inventory (BDI), and Sociodemographic Questionnaire. The analysis was carried outusing IBM SPSS 21. Results:202 elderly people participated, aged between 60 and 95 years old (M=68.82; SD=6.27), the majority of whom were female (n=142). In the cognitive assessment, with the MMSE instrument, an average of 22.7 points (SD=3.4) was obtained, suggesting a deficit in the cognitive categories assessed. The TEPIC indicated an average of 5.24 points (SD=3.1), suggesting difficulty in retrieving visual information. As for the BDI, it presented an average of 13.4 points (SD=10.41), indicating mild symptoms of Depression. In the assessment of the practice of physical activities, eight were reported, the most frequent: walking (63.6%). Those who practice activities had lower scores on depressive symptoms. Conclusion:the practice of physical activity is beneficial for elderly people, in line with the literature by highlighting its relevance in preserving cognitive skills.



Resumo Espanhol:

Introducción: En la edad adulta tardía es característica la aparición de senilidad, especialmente en lo que respecta a signos/síntomas de deterioro cognitivo, como los episodios depresivos. El desarrollo en salud permite aumentar la calidad de vida de las personas mayores a través de la práctica de actividades físicas. Objetivo:evaluar aspectos cognitivos de personas mayores, que practican y no practican actividades físicas. Métodos: se trata de un estudio cuasiexperimental, ex post facto, con una muestra por conveniencia de personas mayores que practican y no practican actividades físicas. La recolección de datos se realizó mediante el Mini Examen del Estado Mental (MMSE), el Test de Memoria Pictórica (TEPIC), el Inventario de Depresión de Beck (BDI) y el Cuestionario Sociodemográfico. El análisis se realizó mediante IBM SPSS 21. Resultados:Participaron 202 personas mayores, con edades entre 60 y 95 años (M=68,82; DE=6,27), la mayoría del sexo femenino (n=142). En la evaluación cognitiva, con el instrumento MMSE se obtuvo un promedio de 22,7 puntos (DE=3,4), sugiriendo un déficit en las categorías cognitivas evaluadas. El TEPIC indicó un promedio de 5,24 puntos (DE=3,1), lo que sugiere dificultad para recuperar información visual. En cuanto al BDI, presentó una media de13,4 puntos (DE=10,41), indicando síntomas leves de Depresión. En la evaluación de la práctica de actividades físicas se reportaron ocho, siendo la más frecuente: caminar (63,6%). Quienes practican actividades tuvieron puntuaciones más bajas en síntomas depresivos. Conclusión: la práctica de actividad física es beneficiosa para las personas mayores, en línea con la literatura al resaltar su relevancia en la preservación de habilidades cognitivas.