Objetivo: Analisar aspectos relacionados a cultura de segurança do paciente de um hospital universitário sob a perspectiva dos profissionais da unidade multiprofissional. Método: Trata-se de um estudo transversal e analítico que foi realizado com profissionais da unidade multiprofissional de um hospital universitário, a partir da aplicação do instrumento Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC), versão 2.0 validada e atualizada para o contexto brasileiro. Para análise da cultura de segurança do paciente, foi realizada a média da porcentagem de respostas positivas, neutras e negativas para cada um dos 10 domínios do instrumento e, para verificar a influência das categorias profissionais e dos locais de atuação hospitalar na cultura de segurança, foi realizado o teste estatístico de anova de uma via. O valor de significância adotado foi de 0.05. Resultados: Dentre as 10 dimensões avaliadas, foi encontrada apenas a dimensão “apoio do supervisor, gestor ou liderança clínica para a segurança do paciente” como dimensão de força para a cultura de segurança do paciente, outras 4 dimensões com potencial de melhoria e 5 dimensões configuradas como frágeis, sendo que as que receberam os menores percentuais de respostas positivas foram “comunicação sobre erros”, “abertura de comunicação” e “resposta ao erro”. Também foi possível identificar categorias profissionais e setores de atuação hospitalar específicos com piores percepções da cultura de segurança do paciente em relação às demais, com significância estatística (p<0.05) para itens avaliados, como “comunicação sobre erros” e “suporte da gestão do hospital para a segurança do paciente”. Considerações finais: Mediante os resultados encontrados, para o desenvolvimento de uma cultura de segurança mais positiva, são necessárias ações de melhoria que envolvam, principalmente, os processos de comunicação e de conscientização sobre o conceito da cultura de segurança do paciente para os profissionais que compõem a unidade multiprofissional, bem como desmistificação da “cultura do medo” e estímulo para maior engajamento quanto as notificações de eventos adversos.
Objective: The aim of this study was to analyze aspects related to the patient safety culture of a university hospital from the perspective of the professionals in the multiprofessional unit. Method: This is a cross-sectional and analytical study conducted with professionals from the multiprofessional unit of a university hospital. The data was collected through the application of the Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC), version 2.0, validated and updated for the Brazilian context. To analyze the patient safety culture, the average percentage of positive, neutral, and negative responses for each of the 10 domains of the instrument was calculated. Additionally, to assess the influence of professional categories and hospital departments on the safety culture, a one-way ANOVA statistical test was applied. The significance level adopted was 0.05. Results: Among the 10 dimensions evaluated, only the dimension "support from the supervisor, manager, or clinical leadership for patient safety" was identified as a strength for the patient safety culture. Four other dimensions showed potential for improvement, and five dimensions were considered fragile. The dimensions with the lowest percentages of positive responses were "communication about errors," "communication openness," and "response to error." It was also possible to identify specific professional categories and hospital sectors with worse perceptions of the patient safety culture compared to others, with statistical significance (p<0.05) for evaluated items such as "communication about errors" and "hospital management support for patient safety." Conclusions: Based on the results obtained, to develop a more positive safety culture, improvement actions are required, primarily involving communication processes and raising awareness about the concept of patient safety culture for professionals in the multidisciplinary team. Additionally, there is a need to demystify the "culture of fear" and encourage greater engagement with adverse event reporting.
Objetivo: Analizar aspectos relacionados con la cultura de seguridad del paciente en un hospital universitario desde la perspectiva de los profesionales de la unidad multiprofesional. Método: Se trata de un estudio transversal y analítico realizado con profesionales de la unidad multiprofesional de un hospital universitario, mediante la aplicación del instrumento Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC), versión 2.0 validada y actualizada para el contexto brasileño. Para el análisis de la cultura de seguridad del paciente, se calculó el promedio del porcentaje de respuestas positivas, neutrales y negativas para cada uno de los 10 dominios del instrumento. Además, para verificar la influencia de las categorías profesionales y los sectores hospitalarios en la cultura de seguridad, se realizó la prueba estadística de ANOVA de una vía. El nivel de significancia adoptado fue de 0.05. Resultados: De las 10 dimensiones evaluadas, solo la dimensión "apoyo del supervisor, gerente o liderazgo clínico para la seguridad del paciente" se identificó como una fortaleza para la cultura de seguridad del paciente. Otras 4 dimensiones mostraron potencial de mejora y 5 dimensiones se configuraron como débiles. Las dimensiones con los menores porcentajes de respuestas positivas fueron "comunicación sobre errores", "apertura en la comunicación" y "respuesta ante el error". También fue posible identificar categorías profesionales y sectores específicos de actuación hospitalaria con peores percepciones de la cultura de seguridad del paciente en comparación con los demás, con significancia estadística (p<0.05) para los ítems evaluados, como "comunicación sobre errores" y "apoyo de la gestión del hospital para la seguridad del paciente". Consideraciones finales: A partir de los resultados obtenidos, para el desarrollo de una cultura de seguridad más positiva son necesarias acciones de mejora que involucren principalmente los procesos de comunicación, así como la concientización sobre el concepto de cultura de seguridad del paciente entre los profesionales que integran la unidad multiprofesional, además de la desmitificación de la "cultura del miedo" y el fomento de un mayor compromiso con las notificaciones de eventos adversos.