Este artigo tem como objetivo principal de examinar as conexões potenciais entre a literatura italiana e a inteligência artificial em igualdade, sem priorizar ou subjugar nenhuma das áreas, mas reconhecendo suas qualidades e possibilidades únicas, em que se representa um estudo interdisciplinar, cuja pesquisa é experimental-bibliográfica, de natureza descritiva, pois ressalta o controle de variáveis em circunstâncias diferentes, com o controle ou não de seus resultados (Gil, 2008). A literatura italiana ocupa uma posição de destaque mundial, com conteúdos abundantes e impactantes abrangendo uma gama de obras, desde a poesia de Dante (1265-1321), Petrarca (1304-1374) e Boccaccio (1313-1375), até os romances escritos por Italo Calvino (1923-1985) e Umberto Eco (1932-2016). No entanto, a inteligência artificial pertence a um ramo da Ciência da computação que desenvolve sistemas com a capacidade de executar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como compreender linguagem natural, identificar imagens e adquirir conhecimento a partir de dados pressupostos por meio de argumentos. O arcabouço teórico deste estudo, portanto, pauta-se em: Kohler (1947), Contini (1977), Eco (1983; 1988), Tákacs (2006), Russel & Norvig (2010), Schade (2019), Adorno (2021). O espectro teórico-prático neste artigo apresenta as seguintes indagações: Qual a correlação entre esses dois domínios? A inteligência artificial pode ajudar na criação, exame e divulgação da literatura italiana? De que maneira a literatura italiana pode servir como fonte de inspiração e meio para testar as capacidades da inteligência artificial? Alguns dos tópicos que estão sendo explorados neste estudo incluem a hipótese de que a IA possui recursos que exploram conceitos da literatura italiana, tanto em termos de ideias quanto de representação cultural, utilizando visuais que podem transmitir estereótipos benéficos ou contrastivos, que, portanto, são algumas das questões em investigação deste estudo.