A pandemia de COVID-19 provocou transformações profundas na educação infantil, revelando desafios relacionados às práticas pedagógicas, ao uso das tecnologias e às desigualdades sociais que permeiam o contexto educacional brasileiro. O presente artigo analisa os principais impactos desse período sobre o desenvolvimento das crianças, destacando aspectos socioemocionais, cognitivos, motores e linguísticos afetados pela interrupção das atividades presenciais. Discute ainda o papel central desempenhado pela família durante o ensino remoto, a sobrecarga enfrentada pelos responsáveis e as estratégias adotadas pelas escolas para manter vínculos e assegurar a continuidade das aprendizagens. A partir da revisão bibliográfica, são apresentadas reflexões sobre as lições deixadas pela pandemia, enfatizando a necessidade de formação docente contínua, fortalecimento das políticas públicas e uso crítico das tecnologias. Conclui-se que, apesar das dificuldades, a experiência evidenciou possibilidades de renovação das práticas educativas, reforçando a importância da escola como espaço essencial de convivência, proteção e desenvolvimento integral na primeira infância.