O presente trabalho objetivou a indução do alimento natural no cultivo do Farfantepenaeus subtilis, através de diferentes regimes de fertilização. Foram utilizados 12 tanques em fibra de vidro de 500 L, estocados com 30 camarões.m-² (2,57±1,27 g), adotando-se quatro tratamentos em triplicata, sendo três com os fertilizantes orgânicos farelo de trigo – FT (28 g.m-²), farelo de arroz – FA (28 g.m-²) e melaço – ML (40 mL.m-²), e um como controle – CT, com fertilizantes inorgânicos à base de nitrogênio (2 mg.L-1) e fósforo (0,2 mg.L-1). A alimentação artificial foi ofertada em comedouros, em três horários, com coletas quinzenais de água, plâncton e bentos. Os resultados demonstraram não haver diferença significativa (P≥0,05) na sobrevivência dos camarões entre os fertilizantes orgânicos, porém, houve diferença estatÃstica (P<0,05) entre FT e CT. Quanto ao alimento natural, não houve diferença significativa (P≥0,05) entre os grupos planctônicos. No fitoplâncton, houve a predominância de cianobactérias, enquanto que no zooplâncton, os principais representantes foram os rotÃferos. Entre os organismos bentônicos, o fitobentos também foi representado por cianobactérias, havendo diferença (P<0,05) somente no grupo das euglenas, onde FA diferiu de FT e CT. No zoobentos, registrou-se predominância de rotÃferos e nematóides, havendo diferença (P<0,05) no grupo dos rotÃferos em ML, quando comparado com CT e FT. Os nematóides diferiram em FA quando relacionado com FT e ML, os quais também predominaram no mesobentos, não havendo diferença estatÃstica (P≥0,05) entre os tratamentos. Desta forma, constata-se que, nas condições experimentais adotadas, o efeito dos fertilizantes orgânicos é similar aos inorgânicos quanto à indução do alimento natural.
This work aimed to evaluate the natural food induction in Farfantepenaeus subtilis culture, through different fertilization regimes. Twelve 500 L fiber glass tanks were stocked with 30 shrimps.m-2 (2.57±1.27 g). Four experimental treatments were adopted in triplicate, using the three organic fertilizers wheat bran – FT (28 g.m-²), rice bran – FA (28 g.m-²) and molasses – ML (40 mL.m-²), and one control – CT, with inorganic fertilizers (2 mg.L-1 nitrogen and 0.2 mg.L-1 phosphorus). Artificial feed was offered in feeding trays three times a day, and plankton, benthos and water samples were collected fortnightly. Results showed no significant difference (P≥0.05) in survival among the organic fertilizers treatments, but showed statistical difference (P<0.05) among FT and CT. About the natural food organisms, there was no significant difference (P≥0.05) among planktonic groups. In the phytoplankton, there was predominance of Cyanophyta, while in the zooplankton the major representants were rotifers. Among the benthos, the phytobenthos also was represented by Cyanophyta, but there was statistical difference (P<0.05) only in Euglena group, where FA was different (P<0.05) from FT and CT. In the zoobenthos, it was registered the predominance of rotifers and nematodes, showing significant difference (P<0.05) in rotifers group in ML, when compared with CT and FT. Nematodes differed (P<0.05) in FA when related to FT and ML, which also predominated in mesobenthos, with no significant difference (P≥0.05) among the treatments. It was concluded that in the experimental conditions adopted both organic and inorganic fertilizers effects were similar related to natural food induction.