O objetivo do presente estudo é, à luz do marxismo, realizar uma análise imanente do projeto “Escola sem partido” (PL 246/2019) e de suas implicações para a ciência e para a prática docente. Embora apresentado por seus defensores como isento de e contra ideologias e partidos, a pesquisa demonstra que o projeto encarna uma ideologia que assume a forma da desideologização para melhor passar e atender aos interesses das classes e grupos políticos dominantes. As conclusões apontam que, na pessoa do professor, é a própria ciência que é acusada, julgada e condenada, colocada entre o banco dos réus (criminalizada) e a fogueira inquisitorial (des-moralizada e anatematizada). Daí o professor ser tratado, concomitantemente, como criminoso, degenerado e, principalmente, degenerador político, moral e sexual. Sob a aparência filosófico-científica da neutralidade e do pluralismo do projeto, esconde-se nada menos que seu caráter (neo)obscurantista e autocrático, submetendo a prática docente-científica à mera opinião.
The objective this study is, in the light of marxism, to perform an immanent analysis of the project “School with-out party” (PL 246/2019) and its implications for science and teaching practice. Although it presents itself as ex-empt from and against ideology and parties, the research demonstrates that the project is only an ideology that takes the form of deideologization to better pass and meet the interests of certain subjects, groups and class. The results indicate that, in the person of the teacher, it is the very science that is accused, judged and convicted, placed between the dock (criminalized) and the inquisitorial bonfire (demoralized and anathemed). Hence the teacher is treated, concomitantly, as criminal, degenerate and, mainly, political, moral and sexual degenerate. Under the philosophical-scientific appearance of the neutrality and pluralism of the project, it hides nothing less than its (neo)obscurantist and autocratic character, subjecting the teaching-scientific practice to mere opinion.
El objetivo del presente estudio es hacer, a la luz del marxismo, un análisis inmanente del proyecto “Escuela sin partido” (PL 246/2019) y de sus implicaciones para la ciencia y la práctica docente. Aunque se ha presentado por sus defensores como exento de y contra ideologías y partidos, la pesquisa demuestra que el proyecto en-carna una ideología que asume la forma sin ideología para mejor pasar y, asimismo, atender a los intereses de las clases y grupos políticos dominantes. Las conclusiones apuntan que, en la persona del maestro, es la propia ciencia que es acusada, juzgada y condenada, puesta entre el banquillo de los acusados (criminalizada) y la ho-guera inquisitorial (desmoralizada y anatematizada). De ahí el maestro es tratado, concomitantemente, como criminoso, degenerado y, principalmente, degenerativo político, moral y sexual. Bajo la apariencia filosófico--científica de la neutralidad y del pluralismo del proyecto, se oculta no menos que su carácter (neo)oscurantista y autocrático, sometiendo la práctica docente-científica a la mera opinión.