“Porque ignoravam minha solidão tanto quanto eu”: sobre a (auto)biografia de Mauras Lopes Cançado

Revista de Psicologia

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ISSN: 2179-1740
Editor Chefe: Laéria Beserra Fontenele
Início Publicação: 26/01/2018
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Psicologia

“Porque ignoravam minha solidão tanto quanto eu”: sobre a (auto)biografia de Mauras Lopes Cançado

Ano: 2017 | Volume: 8 | Número: 2
Autores: Stephanie Caroline Ferreira de Lima, Aluísio Ferreira Lima
Autor Correspondente: Stephanie Caroline Ferreira de Lima | [email protected]

Palavras-chave: narrativa, autobiografia, psicologia social, manicômio, Maura Lopes Cançado

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente manuscrito trata de uma análise da narrativa de Maura Lopes Cançado no livro “Hospício é deus: Diário I”, publicado originalmente em 1965. Para tanto, foi realizada a articulação da leitura cuidadosa do diário autobiográfico com os referenciais teóricos relacionados à Psicologia Social, em especial, as contribuições de Theodor W. Adorno, Giorgio Agamben e Judith Butler. Em forma de ensaio, o artigo foi dividido em quatro partes, nas quais são apresentados: a) a contextualização do diário; b) a (auto)biografia de Maura Lopes Cançado; c) as narrativas acerca da condição do internamento no Hospital Gustavo Riedel; e d) as considerações acerca do que se pode apreender com a narrativa da autora. Esse itinerário permitiu a discussão da precariedade experienciada por Maura Cançado enquanto uma mulher que não correspondia às expectativas morais e sociais de sua época, articulada com todos os efeitos que o enquadramento psiquiátrico produziu em suas internações no hospício.



Resumo Inglês:

The present manuscript is an analysis of the narrative of Maura Lopes Cançado in the book "Hospício é deus: Diario I", originally published in 1965. For that, were articulated the careful reading of the autobiographical diary and the theoretical references related to Social Psychology, especially the contributions of Theodor W. Adorno, Giorgio Agamben and Judith Butler. In the form of an essay, this article was divided into four parts, which present: a) the contextualisation of the diary, b) the (auto)biography of Maura Lopes Cançado, c) the narratives about the condition of her hospitalization at the Hospital Gustavo Riedel, And d) the appointments about what can be apprehended concerning the narrative of the author. This itinerary allowed the discussion of the precariousness experienced by Maura Cançado as a woman who did not correspond to the moral and social expectations of her time, articulated with all the effects that the psychiatric frame produced in her hospitalizations in the madhouse.