O presente artigo apresenta reflexões sobre a prática docente na educação infantil, com foco na representatividade negra. A investigação problematiza a inserção da cultura africana no cotidiano escolar, sua forma de abordagem junto às crianças e as estratégias para enfrentar situações de preconceito e discriminação. Questiona-se se atitudes preconceituosas são próprias da infância ou reflexo dos adultos responsáveis, bem como quais ações podem assegurar que crianças negras se sintam representadas sem excluir as demais. Discute-se ainda a possibilidade de práticas racistas entre professores e as medidas necessárias para a conscientização profissional. A metodologia articula pesquisa bibliográfica e observação de diálogos de sujeitos envolvidos com o tema, buscando sensibilizar todos os agentes da educação para o enfrentamento do racismo estrutural, especialmente na primeira infância, etapa essencial para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.