A Atividade de Estudo segundo V. V. Repkin: uma abordagem crítica na perspectiva da Teoria da Subjetividade

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ISSN: 1983-1730
Editor Chefe: Fabiana Fiorezi de Marco
Início Publicação: 04/09/2017
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação, Área de Estudo: Multidisciplinar

A Atividade de Estudo segundo V. V. Repkin: uma abordagem crítica na perspectiva da Teoria da Subjetividade

Ano: 2018 | Volume: 25 | Número: 3
Autores: R. V. Puentes, C. G. C. Cardoso, P. A. P. Amorim
Autor Correspondente: R. V. Puentes | [email protected]

Palavras-chave: Atividade de Estudo, V. V. Repkin, Teoria da Subjetividade

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

 

O artigo aborda do ponto de vista teórico duas questões fundamentais. Em primeiro lugar, alguns dos pressupostos psicológicos e didáticos da teoria da Atividade de Estudo e sua importância na organização dos processos na perspectiva da Didática Desenvolvimental e do sistema Elkonin-Davidov-Repkin, a partir das contribuições de V. V. Repkin. Em segundo, uma análise crítica da visão de V. V. Repkin dessa concepção a luz da Teoria da Subjetividade. Concluiu-se que a obra de V. V. Repkin, vinculada a Atividade de Estudo, merece ser reconhecida como um aporte importante no campo da psicologia e da didática marxistas da época vigência nos momentos atuais. A mesma incorreu em erros filosóficos e conceituais que poderiam ser considerados expressão de uma época e de um momento específico do desenvolvimento da ciência psicológica e didática no período soviético. Com base na Teoria da Subjetividade, as principais críticas a obra de V. V. Repkin sobre Atividade de Estudo são: o caráter pelo menos aparentemente determinista da atividade objetiva (externa) em relação a subjetiva (interna); a compreensão da Atividade de Estudo enquanto processo de interiorização dos conhecimentos, negando com isso o caráter gerador e criativo do sujeito que aprende; o predomínio do caráter cognitivista dos processos didáticos, com o que se nega a unidade do simbólico e do emocional na constituição da subjetividade; a negação do aluno como sujeito de sua própria atividade.