O presente artigo discute como se constituem as primeiras experiências literárias dos bebês, destacando que a leitura, compreendida como interpretação do mundo e interação com diferentes linguagens, inicia-se muito antes da alfabetização formal. A partir de estudos sobre o desenvolvimento infantil e das práticas de leitura mediada, evidencia-se que os bebês são leitores competentes dentro de suas possibilidades, explorando livros e narrativas por meio de gestos, expressões, sons, toques e olhares. O artigo mostra que as diferentes possibilidades ofertam experiências literárias sendo elas ricas, variadas e contínuas favorece ao sujeito um rico desenvolvimento cognitivo, emocional e social, ampliando os repertórios culturais além de fortalecer os vínculos afetivos. O artigo se finaliza mostrando que a promoção da literatura na primeira infância é primordial para a formação de leitores críticos e sensíveis, exigindo intencionalidade pedagógica e ambientes que valorizem a escuta, o acolhimento e a curiosidade natural das crianças.