O Museo Galileo, em Florença, Itália, destaca-se como espaço não-formal de educação (ENFE) de grande relevância histórica e científica e inegável potencial para contribuir com aspectos de alfabetização científica de seus frequentadores. A partir desse recorte, a pesquisa relatada neste artigo buscou evidenciar estratégias de comunicação entre os ENFE e o público contemporâneo. De natureza aplicada e abordagem qualitativa, o estudo teve objetivos exploratórios, descritivos e explicativos, com procedimentos bibliográficos, revisão documental, levantamento, estudo de caso e observação participante. Dada a diversidade e a variedade de recursos do museu, optou-se por uma visita livre, com foco em elementos informativos acerca dos telescópios de Galileo e do plano inclinado, e o acompanhamento de uma visita guiada voltada para estudantes de 8 a 11 anos, conduzida por um mediador que interpreta a figura de Galileo Galilei. Com referência na literatura especializada sobre alfabetização científica, observaram-se atributos relacionados aos indicadores: (1) científico, evidenciado pela apresentação dos aparatos, do método científico e da ciência como construção humana; (2) interface social, ao abordar os impactos da ciência na sociedade e suas relações com fatores econômicos e políticos; e (3) interação, que se expressa fisicamente e nas dimensões estético-afetiva e cognitiva. Conclui-se, ademais, que o Museo Galileo exemplifica um ENFE que articula preservação de seu patrimônio histórico com as demandas do educacionais contemporâneas.