Este ensaio teórico analisa criticamente a interseção entre o paradigma da neurodiversidade e o ensino de Química no ensino superior, com foco nas temporalidades da aprendizagem. O estudo parte da premissa de que aprender possui ritmos diversos e problematiza a presença de uma crononormatividade excludente nas práticas pedagógicas em educação científica. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico de natureza crítico-interpretativa, fundamentado na mobilização de produções científicas relevantes e na análise de marcos legais da educação inclusiva brasileira. Os resultados evidenciam que a imposição de um tempo pedagógico único desconsidera a pluralidade de funcionamentos cognitivos, configurando-se como uma barreira à aprendizagem. A partir da articulação entre o paradigma da neurodiversidade e a teoria histórico-cultural, o estudo propõe princípios como flexibilização curricular, mediação dialógica e planejamento para a variabilidade. Conclui-se que a construção de uma Educação Química inclusiva exige a superação de modelos temporais homogêneos, reconhecendo a diversidade de ritmos de aprendizagem como elemento estruturante do processo educativo.
This theoretical essay critically analyzes the intersection between the neurodiversity paradigm and Chemistry education in higher education, focusing on learning temporalities. The study is grounded in the premise that learning occurs at diverse rhythms and problematizes the presence of an exclusionary chrononormativity in science education practices. Methodologically, it is a critical-interpretative theoretical essay, based on the mobilization of relevant scientific literature and the analysis of Brazilian inclusive education legal frameworks. The findings indicate that the imposition of a single pedagogical timeframe disregards the plurality of cognitive functioning, constituting a barrier to learning. By articulating the neurodiversity paradigm with cultural -historical theory, the study proposes principles such as curriculum flexibility, dialogic mediation, and planning for variability. It concludes that the development of inclusive Chemistry education requires overcoming homogeneous temporal models and recognizing diverse learning rhythms as a structural element of the educational process.
Este ensayo teórico realiza un análisis crítico sobre la intersección entre el paradigma de la neurodiversidad y la enseñanza de la Química en la educación superior, con foco en las temporalidades del aprendizaje. Partiendo de la premisa de que aprender tiene ritmo, el trabajo argumenta que la educación científica opera frecuentemente bajo una crononormatividad excluyente, desconsiderando la pluralidad de funcionamientos cognitivos. El estudio discute los fundamentos teóricos de la neurodiversidad, analiza las implicaciones pedagógicas de las diferencias de ritmo y estilo cognitivo y, con base en la teoría histórico-cultural, propone principios de flexibilización curricular y mediación dialógica. La reflexión, fundamentada en la legislación inclusiva brasileña e investigaciones recientes, defiende que una Educación Química verdaderamente inclusiva requiere la deconstrucción de modelos rígidos de tiempo y cognición, pavimentando el camino para prácticas pedagógicas más equitativas, creativas y científicamente robustas.