O presente artigo discute a relevância do letramento literário no contexto educacional, compreendendo a literatura como prática social, cultural e formadora do sujeito. Parte-se da premissa de que a leitura literária não deve restringir-se à decodificação do sistema escrito, mas possibilitar a construção de sentidos, a fruição estética e o diálogo crítico com o mundo. Fundamentado nas contribuições teóricas de Paulo Freire, Rildo Cosson e Ana Carolina Carvalho e Josca Ailine Baroukh, o texto problematiza práticas escolares ainda recorrentes que reduzem a literatura a um instrumento para o ensino da gramática ou a textos destituídos de sentido social. Ao longo da discussão, defende-se que o letramento literário contribui para a formação de leitores críticos, autônomos e culturalmente participativos, ao ampliar repertórios linguísticos, simbólicos e humanos. Além da reflexão teórica, são apresentadas táticas pedagógicas que favorecem o trabalho cotidiano com a literatura na escola, como a mediação docente, a leitura compartilhada, a contação de histórias, o acesso constante aos livros e a valorização da escolha do leitor. Conclui-se que o letramento literário constitui um eixo fundamental para umaeducação humanizadora e socialmente comprometida.