Ao longo dos anos, a educação tem sido direcionada mais para o aumento da escolaridade do que para a garantia de uma aprendizagem efetiva. No contexto brasileiro, os índices de desempenho em áreas como leitura e matemática ainda se mostram insatisfatórios quando comparados a países com nível econômico semelhante, evidenciando fragilidades no sistema educacional. As dificuldades de aprendizagem podem estar relacionadas a fatores biológicos, emocionais e socioculturais, não devendo ser associadas à falta de inteligência ou desinteresse. Cada indivíduo aprende de maneira singular, o que torna necessária uma análise individualizada. Embora seja comum enfrentar desafios ao longo da vida escolar, dificuldades persistentes podem indicar transtornos específicos. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo analisar as dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes, bem como discutir possibilidades de intervenção a partir da atuação conjunta entre escola, família e profissionais de apoio, incluindo o psicopedagogo, contribuindo para práticas educacionais mais inclusivas e eficazes.