Este ensaio teórico-reflexivo problematiza como o discurso neoliberal atravessa o trabalho acadêmico e conforma subjetividades, produzindo o paradoxo de uma escrita que, ao denunciar a violência do desempenho, também se submete às regras que critica. Pautando-se no conceito de Discurso Foucaultiano, dedica-se a compreender os efeitos colaterais do discurso neoliberal no campo do trabalho acadêmico, onde a responsabilização do sujeito, individualização da culpa, culto à performance, dentre demais sintomas, influenciam subjetividades das mais diversas e adoecedoras formas. Com isso, visa-se compreender o trabalhador acadêmico como sujeito imerso nesse processo, mas também como potencial agente de resistência.
This theoretical-reflective essay examines how neoliberal discourse permeates academic work and reshapes subjectivities, producing the paradox of a writing that, while denouncing the violence of performance, simultaneously submits to the very rules it criticizes. Grounded in Foucault’s concept of discourse, the essay seeks to understand the collateral effects of neoliberalism within academic labor, where individual responsibility, the personalization of blame, the cult of performance, and other symptoms shape subjectivities in diverse and harmful ways. In doing so, it aims to understand the academic worker as a subject immersed in this process, but also as a potential agent of resistance.
Este ensayo teórico-reflexivo problematiza cómo el discurso neoliberal atraviesa el trabajo académico y conforma subjetividades, produciendo la paradoja de una escritura que, al denunciar la violencia del rendimiento, también se somete a las reglas que critica. Basándose en el concepto foucaultiano de discurso, se dedica a comprender los efectos colaterales del neoliberalismo en el campo del trabajo académico, donde la responsabilización del sujeto, la individualización de la culpa, el culto al desempeño y otros síntomas inciden en las subjetividades de formas diversas y generadoras de sufrimiento. Con ello, se busca comprender al trabajador académico como sujeto inmerso en este proceso, pero también como potencial agente de resistencia.