Este artigo discute a importância da representatividade racial no imaginário infantil, analisando como brinquedos, desenhos animados e personagens influenciam na formação da identidade de crianças negras. A partir de uma abordagem teórica fundamentada em autores brasileiros contemporâneos e documentos legais como a Lei nº 10.639/2003, o estudo destaca como a ausência de representações positivas da população negra no cotidiano das crianças contribui para a perpetuação de estereótipos raciais e desigualdades simbólicas. São apresentadas propostas pedagógicas para repensar as práticas escolares, com foco na construção de uma educação antirracista na infância. Defende-se que a reconfiguração do imaginário infantil é um passo essencial para a promoção da equidade racial e do respeito à diversidade desde os primeiros anos de vida.