Há algum tempo são disseminadas pelo mundo as chamadas abordagens STEM (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics), chegando também ao Brasil, sendo difundidas nos eventos, publicações em revistas e em sites educacionais, artigos, dissertações e teses. O objetivo deste trabalho foi analisar as abordagens STEM à luz das premissas estabelecidas pelo Movimento CTS e pela Pedagogia Histórico-Crítica. A pesquisa foi baseada nas abordagens qualitativas e a coleta de dados foi realizada por meio do levantamento de artigos, dissertações, teses, livros e capítulos de livros. Para análise dos dados adotamos o ciclo analítico proposto por Robert Yin. Nos resultados apresentamos características demarcadoras de STEM e identificamos aproximações e distanciamentos em relação à Educação CTS. Argumentamos que uma das principais diferenças entre as referidas correntes está na perspectiva crítica assumida pela Educação CTS, pelo menos no contexto latino-americano, correspondendo a uma proposta curricular vislumbrando o exercício pleno da cidadania, principalmente no que diz respeito à participação social e aos interesses ligados à transformações da sociedade, contrastada com a perspectiva pragmática, economicista e mercadológica típica dos projetos STEM, sinalizando para uma educação que direciona os estudantes prioritariamente para suas escolhas profissionais, no sentido de atendimento às demandas específicas estabelecidas pela economia e pelo mercado de trabalho.