A consolidação de uma educação verdadeiramente inclusiva no Brasil exige mais do que o reconhecimento legal: requer condições materiais, pedagógicas e institucionais que viabilizem o aprendizado de todos os estudantes. Este artigo discute os desafios contemporâneos da inclusão escolar, com foco na formação docente e na infraestrutura como dimensões estruturantes das políticas de educação inclusiva. A partir de dados recentes do Censo Escolar (2024) e de estudos nacionais, analisam-se os limites que persistem na efetivação do direito à aprendizagem, revelando o descompasso entre o avanço normativo e a realidade das redes públicas, nas quais a inclusão, muitas vezes, se restringe à matrícula, sem garantir participação e desenvolvimento pleno dos estudantes. A análise aponta que a formação docente deve ser contínua, contextualizada e articulada ao cotidiano escolar, enquanto a infraestrutura precisa contemplar acessibilidade física, comunicacional e pedagógica. Conclui-se que a efetivação da inclusão depende da articulação entre investimento público, práticas pedagógicas transformadoras e compromisso ético com a equidade, reafirmando a escola como espaço de convivência, diversidade e produção coletiva do conhecimento.