Educação Infantil, enquanto primeira etapa da Educação Básica, configura-se como um espaço privilegiado de experiências, interações e aprendizagens significativas, no qual a criança é reconhecida como sujeito histórico, social e cultural. Este artigo tem como objetivo analisar a importância do corpo como linguagem e território de aprendizagem na Educação Infantil, considerando as orientações da Base Nacional Comum Curricular e do Currículo da Cidade de São Paulo. A pesquisa fundamenta-se em abordagem bibliográfica, apoiada em autores como Vygotsky, Piaget, Wallon, Kishimoto e Freire, além de documentos oficiais. Discute-se o papel do brincar, das experiências sensoriais, das interações e da organização dos espaços como elementos essenciais para o desenvolvimento integral da criança. Evidencia-se que o corpo, compreendido para além de sua dimensão biológica, constitui-se como meio de expressão, comunicação e construção de conhecimentos. Conclui-se que práticas pedagógicas intencionais, que valorizam o protagonismo infantil, o brincar e a escuta sensível, contribuem significativamente para a formação de sujeitos críticos, criativos e participativos desde a infância.