Este ensaio teórico analisa a mediação docente no ensino de Química como uma prática ética e emancipadora, fundamentada no diálogo entre a teoria histórico-cultural de Vygotsky e a pedagogia crítica de Paulo Freire. Argumenta-se que o professor, como mediador, transcende a transmissão de conteúdos ao criar Zonas de Desenvolvimento Proximal que facilitam a internalização de conceitos científicos, transformando a experiência cotidiana em conhecimento sistematizado. A articulação entre mediação semiótica e conscientização converte a aula de Química em espaço de emancipação intelectual, onde o diálogo sobre fenômenos químicos socialmente relevantes promove autonomia e criticidade. Conclui-se que uma docência eticamente orientada reconhece seu papel na formação humana integral, mediando sentidos que capacitam o educando para uma leitura crítica do mundo e para a intervenção na realidade, superando a visão reducionista do ensino como simples domínio técnico de fórmulas e procedimentos.
This theoretical essay analyses teaching mediation in Chemistry education as an ethical and emancipatory practice, grounded in the dialogue between Vygotsky's cultural-historical theory and Freire's critical pedagogy. It argues that the teacher, as a mediator, transcends content transmission by creating Zones of Proximal Development that facilitate the internalization of scientific concepts, transforming everyday experience into systematized knowledge. The articulation between semiotic mediation and conscientization converts the Chemistry class into a space for intellectual emancipation, where dialogue about socially relevant chemical phenomena promotes autonomy and criticality. It concludes that an ethically oriented teaching recognizes its role in integral human formation, mediating meanings that enable students to critically read the world and intervene in reality, overcoming the reductionist view of teaching as mere technical mastery of formulas and procedures.
ste ensayo teórico analiza la mediación docente en la enseñanza de la Química como una práctica ética y emancipadora, fundamentada en el diálogo entre la teoría histórico-cultural de Vygotsky y la pedagogía crítica de Freire. Se argumenta que el profesor, como mediador, trasciende la transmisión de contenidos al crear Zonas de Desarrollo Próximo que facilitan la internalización de conceptos científicos, transformando la experiencia cotidiana en conocimiento sistematizado. La articulación entre mediación semiótica y concientización convierte a clase de Química en espacio de emancipación intelectual, donde el diálogo sobre fenómenos químicos socialmente relevantes promueve autonomía y criticidad. Se concluye que una docencia éticamente orientada reconoce su papel en la formación humana integral, mediando sentidos que capacitan al educando para una lectura crítica del mundo y para la intervención en la realidad, superando la visión reduccionista de la enseñanza como simple dominio técnico de fórmulas y procedimientos.