A partir das subjetividades da docência, da formação de professores e da forma como atuam na constituição da identidade e no repensar daquilo que se entende como escola do campo e ensino de Ciências e Biologia, surge esta escrita. Insere-se na perspectiva das pesquisas qualitativas e tem por objetivo aplicar conhecimentos na produção de modelos 3DR voltados à morfologia vegetal, com o intuito de promover uma abordagem inovadora no ensino de Botânica para estudantes do campo ou provenientes de espaços rurais. Baseado em alguns questionamentos sobre como tornar o ensino de Botânica mais concreto e acessível à escola, atendendo à diversidade social, cognitiva e cultural dos alunos, o trabalho apresenta os debates desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Educação, Masculinidade, Cultura e Subjetividade. Nesse sentido, a construção de modelos 3DR de morfologia vegetal para a valorização da Botânica nas escolas do campo e a superação da “impercepção botânica” é o foco desta proposta. A partir de narrativas de memórias dos envolvidos, conclui-se que a proposta cumpre o desafio a que se propôs, contribuindo para a construção da identidade de futuros professores de Biologia.
This paper arises from the subjectivities of teaching, teacher education, and their role in shaping identity and rethinking what is understood as rural schools and the teaching of Science and Biology. It is situated within the framework of qualitative research and aims to apply knowledge in the development of 3DR models focused on plant morphology, with the goal of promoting an innovative approach to Botany education for students from rural areas. Based on questions about how to make Botany teaching more tangible and accessible in schools—addressing students' social, cognitive, and cultural diversity—the study presents discussions developed by the Research Group on Education, Masculinity, Culture, and Subjectivity. In this context, the construction of 3DR plant morphology models to enhance Botany in rural schools and overcome "botanical imperception" is the central focus. From the memory narratives of those involved, it is concluded that the proposal meets its intended challenge, contributing to the identity formation of future Biology teachers.
Este trabajo surge de las subjetividades de la docencia, la formación docente y su papel en la construcción de la identidad y en el replanteamiento de lo que se entiende por escuelas rurales y enseñanza de Ciencias y Biología. Se enmarca en investigaciones cualitativas y tiene como objetivo aplicar conocimientos en el desarrollo de modelos 3DR centrados en la morfología vegetal, con el propósito de promover un enfoque innovador en la enseñanza de la Botánica para estudiantes del campo o de zonas rurales. A partir de cuestionamientos sobre cómo hacer que la enseñanza de la Botánica sea más concreta y accesible en las escuelas—atendiendo a la diversidad social, cognitiva y cultural de los alumnos—el estudio presenta los debates desarrollados por el Grupo de Investigación en Educación, Masculinidad, Cultura y Subjetividad. En este contexto, la construcción de modelos 3DR de morfología vegetal para valorizar la Botánica en las escuelas rurales y superar la “impercepción botánica” constituye el eje central. A partir de las narrativas de memoria de los participantes, se concluye que la propuesta cumple con el desafío planteado, contribuyendo a la formación identitaria de futuros docentes de Biología.