Este ensaio teórico analisa as relações entre a epistemologia cognitivista e o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) no contexto da educação química, problematizando limites e potencialidades dessa articulação. Parte-se da concepção de aprendizagem como um processo ativo e singular, mediado por estruturas cognitivas em desenvolvimento, conforme Piaget (1976) e Ausubel (2003). Contudo, reconhece-se que tais fundamentos, quando considerados isoladamente, oferecem subsídios restritos para o planejamento curricular em contextos educacionais marcados pela diversidade. Argumenta-se que o DUA atua como um desdobramento pedagógico do cognitivismo ao converter a variabilidade cognitiva, descrita epistemologicamente, em princípio organizador do currículo. A partir dessa convergência, discute-se como múltiplos meios de engajamento, representação e ação/expressão ampliam as possibilidades de construção de significados no ensino de Química. Sustenta-se que a articulação entre cognitivismo e DUA não constitui mera justaposição teórica, mas uma complementaridade crítica que tenciona práticas pedagógicas homogeneizadoras e fundamenta a construção de currículos mais acessíveis.
This theoretical essay analyzes the relationships between cognitivist epistemology and Universal Design for Learning (UDL) in the context of chemistry education, problematizing the limits and potential of these articulations. It starts from the conception of learning as an active and singular process, mediated by developing cognitive structures, according to Piaget (1976) and Ausubel (2003). However, it acknowledges that such foundations, when considered in isolation, offer limited support for curriculum planning in educational contexts marked by diversity. It argues that UDL acts as a pedagogical unfolding of cognitivism by converting cognitive variability, described epistemologically, into an organizing principle of the curriculum. From this convergence, we discuss how multiple means of engagement, representation, and action/expression broaden the possibilities of meaning-making in chemistry teaching. It is argued that the articulation between cognitivism and UDL (Universal Design for Learning) is not a mere theoretical juxtaposition, but a critical complementarity that challenges homogenizing pedagogical practices and provides a foundation for the construction of more accessible curricula.
Este ensayo teórico analiza las relaciones entre la epistemología cognitivista y el Diseño Universal para el Aprendizaje (DUA) en el contexto de la educación química, problematizando los límites y el potencial de estas articulaciones. Parte de la concepción del aprendizaje como un proceso activo y singular, mediado por el desarrollo de estructuras cognitivas, según Piaget (1976) y Ausubel (2003). Sin embargo, reconoce que tales fundamentos, considerados de forma aislada, ofrecen un apoyo limitado para la planificación curricular en contextos educativos marcados por la diversidad. Argumenta que el DUA actúa como un despliegue pedagógico del cognitivismo al convertir la variabilidad cognitiva, descrita epistemológicamente, en un principio organizador del currículo. A partir de esta convergencia, discutimos cómo los múltiples medios de participación, representación y acción/expresión amplían las posibilidades de construcción de significado en la enseñanza de la química. Se argumenta que la articulación entre el cognitivismo y el DUA (Diseño Universal para el Aprendizaje) no es una mera yuxtaposición teórica, sino una complementariedad crítica que desafía las prácticas pedagógicas homogeneizadoras y proporciona una base para la construcción de currículos más accesibles.