Os espaços educativos na Educação Infantil assumem papel fundamental na constituição das experiências das crianças, especialmente quando compreendidos como ambientes estéticos, intencionalmente organizados para favorecer a expressão, a interação e a construção de sentidos. Na contemporaneidade, pensar os espaços estéticos implica ir além da organização física do ambiente, reconhecendo-o como elemento pedagógico ativo que dialoga com as múltiplas linguagens da infância e com a formação de sujeitos críticos. Este artigo tem como objetivo analisar as potencialidades dos espaços estéticosna Educação Infantil para o desenvolvimento da expressão crítica das crianças, compreendendo a estética como dimensão educativa que articula sensibilidade, criatividade, pensamento reflexivo e participação. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica de autores clássicos e contemporâneos da educação e da arte-educação, bem como em documentos normativos, com destaque para a Base Nacional Comum Curricular. Discute-se o espaço como linguagem e como mediador das experiências infantis, capaz de provocar questionamentos, ampliar repertórios culturais e favorecer a autonomia. Ao longo do texto, problematiza-se o papel do educador na organização intencional dos ambientes e os desafios contemporâneos relacionados à padronização, à escolarização precoce e à desvalorização da dimensão estética. Conclui-se que os espaços estéticos, quando concebidos de forma sensível e crítica, contribuem significativamente para a formação integral da criança, fortalecendo sua capacidade de expressão, leitura do mundo e participação ativa no contexto educativo.