Espacialização da mortalidade por transtornos mentais e comportamentais atribuível ao uso de substâncias psicoativas no Brasil, de 2012 a 2016

Revista Ciências em Saúde

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ISSN: 2236-3785
Editor Chefe: Melissa Andreia de Moraes Silva
Início Publicação: 01/01/2011
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Educação física, Área de Estudo: Enfermagem, Área de Estudo: Farmácia, Área de Estudo: Fisioterapia e terapia ocupacional, Área de Estudo: Fonoaudiologia, Área de Estudo: Medicina, Área de Estudo: Nutrição, Área de Estudo: Odontologia, Área de Estudo: Saúde coletiva

Espacialização da mortalidade por transtornos mentais e comportamentais atribuível ao uso de substâncias psicoativas no Brasil, de 2012 a 2016

Ano: 2020 | Volume: 10 | Número: 3
Autores: Marques MV, Silva JK, Galvão Moura LBP, Almeida HCC, Filho AS, Amador AE
Autor Correspondente: Marques MV | [email protected]

Palavras-chave: transtornos mentais, transtornos relacionados ao uso de substâncias, mortalidade, análise espacial

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: Os transtornos mentais e de comportamento atribuíveis ao uso de substâncias psicoativas consistem em importante problema de saúde pública, dada a sua prevalência e o risco de promoverem incapacidade e morte. Objetivo: Analisar a distribuição espacial da mortalidade por transtornos mentais e comportamentais atribuível ao uso de substâncias psicoativas no Brasil. Métodos: Estudo ecológico em municípios do Brasil, no período de 2012 a 2016. Analisou-se a distribuição espacial, a intensidade e a significância através do índice de Moran Global, MoranMap e BoxMap. Resultados: A maioria dos óbitos foi atribuível ao uso do álcool (n = 33.177; 77,36%) , seguido do fumo (n = 7.262; 16%) e do uso de múltiplas drogas (n = 1.409; 3,29%), sendo que a maioria (n = 36.861; 85,97%) era do sexo masculino e 46.31% solteiros. Nas faixas de idade entre 40 a 59 anos houve 21.712 óbitos (50,63%), e entre 60 anos e mais, 13.445 óbitos (31,35%). Os municípios que apresentaram as maiores taxas médias de mortalidade padronizadas (óbitos/100 mil hab.) foram: Charrua–RS (43,60), Uru–SP (43,19), Riacho da Cruz–RN (42,21), Senhora do Porto–MG (42,19), Mata–RS (36,81), Pendências–RN (35,26) e Catuji–MG (35,19). O valor do Índice Global de Moran foi de 0,216 (p = 0,01). No MoranMap observou-se formação de cluster de alto/alto nas regiões Nordeste e Sudeste. Conclusão: Existe no Brasil um padrão de dependência espacial na distribuição das taxas de mortalidade atribuíveis ao uso de substâncias psicoativas.



Resumo Inglês:

Introduction: Mental and behavioral disorders attributable to the use of psychoactive substances constitute an important public health problem, due to their prevalence and the risk of promoting disability and death. Objective: To analyze the spatial distribution of mortality from mental and behavioral disorders attributable to the use of psychoactive substances in Brazil. Methods: Ecological study in municipalities in Brazil, from 2012 to 2016. Spatial distribution, intensity and significance were analyzed using the Moran Global, MoranMap and BoxMap index. Results: Most deaths were attributable to the use of alcohol (n = 33,177; 77.36%), followed by smoking (n = 7,262; 16%) and the use of multiple drugs (n = 1,409; 3.29%), with the majority (n = 36,861; 85.97%) being male and 46.31% single. In the age groups between 40 and 59 years, there were 21,712 deaths (50.63%), and between 60 and over, 13,445 deaths (31.35%). The municipalities with the highest standardized average mortality rates (deaths / 100 thousand inhabitant) were: Charrua – RS (43.60), Uru – SP (43.19), Riacho da Cruz – RN (42.21), Senhora do Porto – MG (42.19), Mata – RS (36.81), Pendências – RN (35.26) and Catuji – MG (35.19). The value of the Global Moran Index was 0.216 (p = 0.01). At MoranMap, a high/high cluster formation was observed in the Northeast and Southeast regions. Conclusion: In Brazil, there is a pattern of spatial dependence on the distribution of mortality attributable to the use of psychoactive substances.