Feminismos jurídicos e a interseccionalidade como ferramentas analíticas para uma leitura crítica do sistema de Justiça: o exemplo do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero

Revista da Defensoria Pública do Estado de São Paulo

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ISSN: 2674-9122
Editor Chefe: Guilherme Krahenbuhl Silveira Fontes Piccina
Início Publicação: 30/09/2019
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Ciência política, Área de Estudo: Psicologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Direito, Área de Estudo: Serviço social

Feminismos jurídicos e a interseccionalidade como ferramentas analíticas para uma leitura crítica do sistema de Justiça: o exemplo do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero

Ano: 2025 | Volume: 7 | Número: 2
Autores: DE OLIVEIRA ANTONIO, Isabel; FAGUNDES LENTE, Tainá; CANELA, Kelly Cristina.
Autor Correspondente: DE OLIVEIRA ANTONIO, Isabel | [email protected]

Palavras-chave: feminismos jurídicos, interseccionalidade, Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero de 2021

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo tem como objetivo examinar de que forma os feminismos jurídicos,
articulado à interseccionalidade, pode oferecer aportes teóricos e metodológicos
para uma leitura crítica do sistema de justiça tomando-se por base ilustrativa o Protocolo
para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de
2021. Parte-se da compreensão de que o Direito, historicamente marcado por hierarquias
de poder, reproduz desigualdades estruturais que exigem novas lentes analíticas para serem enfrentadas. Nesse sentido, os feminismos jurídicos possibilitam problematizar
a neutralidade aparente das normas jurídicas, enquanto a interseccionalidade permite
revelar a sobreposição de opressões que atravessam grupos marginalizados, ampliando
a capacidade de análise crítica. Metodologicamente, a pesquisa adota o método hipotético-
dedutivo, sustentando a hipótese de que a incorporação das perspectivas feministas e
interseccionais ao Direito possibilita não apenas compreender melhor as desigualdades,
mas também construir estratégias jurídicas mais eficazes para o seu enfrentamento. O
estudo desenvolve-se a partir de revisão bibliográfica e de análise documental. Por fim,
entende-se que os feminismos jurídicos, em diálogo com a interseccionalidade, possuem
grande potencial para desconstruir paradigmas excludentes do Direito tradicional, reconhecendo
a complexidade das opressões sociais, essa abordagem orienta práticas jurídicas
transformadoras, a exemplo dos aspectos interseccionais que são considerados
vinculativos presentes no texto do Protocolo de 2021.