Este artigo analisa os desafios enfrentados no processo de ensino e aprendizagem de estudantes neurodivergentes sob a ótica da educação inclusiva, com foco nas barreiras pedagógicas, estruturais e sociais presentes no cotidiano escolar. A discussão parte de um panorama histórico da inclusão no Brasil, destacando sua trajetória desde os primeiros movimentos no início do século XX até os avanços contemporâneos nas legislações e políticas públicas. São abordados os principais marcos normativos, como a Declaração de Salamanca e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), bem como os fundamentos pedagógicos que sustentam práticas inclusivas. A partir das contribuições de teorias da aprendizagem, discute-se a importância da flexibilização curricular, do planejamento pedagógico intencional e da avaliação significativa como instrumentos de equidade educacional. Também são examinados os entraves à consolidação da inclusão, como a carência de formação docente, o preconceito enraizado na cultura escolar e a insuficiência de estratégias pedagógicas adaptadas às necessidades individuais. Conclui-se que, para que a inclusão se efetive de maneira plena, é imprescindível repensar a estrutura educacional em seus aspectos formativos e organizacionais, promovendo uma escola capaz de reconhecer e valorizar a diversidade como elemento constitutivo do processo educativo.