A pesquisa analisou o papel da inteligência emocional como ferramenta de prevenção ao estresse docente, situando a gestão escolar como elemento mediador nesse processo. O estudo foi desenvolvido com abordagem qualitativa, de caráter exploratório e bibliográfico, fundamentado na análise de artigos científicos, relatórios institucionais, legislações e documentos normativos. Os dados revelaram que o estresse docente se configurou como fenômeno multifatorial, manifestando-se em exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal, com impactos negativos sobre a saúde do professor, a permanência na carreira e a qualidade do ensino. Pesquisas nacionais apontaram índices elevados de sobrecarga de trabalho e adoecimento mental, enquanto relatórios internacionais evidenciaram pressões semelhantes em diversos países. Diante desse quadro, a inteligência emocional, definida por Salovey e Mayer e popularizada por Goleman, apresentou-se como recurso fundamental para o desenvolvimento de competências como autoconsciência, autorregulação, empatia e habilidades sociais, capazes de fortalecer a resiliência docente e reduzir os efeitos do estresse. Evidências empíricas de programas como CARE e RULER demonstraram melhorias no bem-estar profissional e no clima escolar. A gestão escolar, amparada por legislações como a Constituição Federal de 1988, a LDB de 1996, o PNE de 2014 e a Portaria nº 1.823/2012, mostrou-se determinante na promoção de políticas institucionais de valorização e saúde ocupacional, articulando práticas de apoio psicológico, formação continuada e espaços de escuta ativa. Concluiu-se que a integração entre inteligência emocional e gestão escolar contribui para prevenir o estresse docente e fortalecer a qualidade do processo educativo.