O presente artigo analisa a interculturalidade como princípio formativo na educação de jovens das escolas de ensino médio situadas na tríplice fronteira amazônica - Brasil/Peru/Colômbia, em contraposição à perspectiva monocultural e homogeneizadora ainda presente nas práticas escolares. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada no materialismo histórico-dialético, perspectiva que possibilita a análise crítica das contradições sociais, culturais e educativas que atravessam esse contexto. O estudo contextualiza a constituição da tríplice fronteira em termos de organização social, política, étnica e cultural; apresenta a diversidade de grupos juvenis presentes nas escolas locais; e discute a interculturalidade como abordagem pedagógica crítica, voltada ao reconhecimento das diferenças, ao enfrentamento das desigualdades e à construção de relações educativas mais dialógicas e emancipatórias, possibilitando à escola compreender os/as jovens a partir de seus modos de ser, viver, interpretar o mundo e constituir suas identidades.
This article analyzes interculturality as a formative principle in the education of young people in high schools located in the Amazon triple border - Brazil/Peru/Colombia, in contrast to the monocultural and homogenizing perspective still present in school practices. Methodologically, it is a bibliographic research, with a qualitative approach, based on historical-dialectical materialism, a perspective that enables the critical analysis of the social, cultural, and educational contradictions that permeate this context. The study contextualizes the constitution of the triple border in terms of social, political, ethnic, and cultural organization; presents the diversity of youth groups present in local schools; and discusses interculturality as a critical pedagogical approach, aimed at recognizing differences, confronting inequalities, and building more dialogical and emancipatory educational relationships, enabling the school to understand young people from their ways of being, living, interpreting the world, and forming their identities.
El presente artículo analiza la interculturalidad como principio formativo en la educación de jóvenes de las escuelas de enseñanza media situadas en la triple frontera amazónica - Brasil/Perú/Colombia, en contraposición a la perspectiva monocultural y homogeneizadora aún presente en las prácticas escolares. Metodológicamente, se trata de una investigación bibliográfica, de enfoque cualitativo, fundamentada en el materialismo histórico -dialéctico, perspectiva que posibilita el análisis crítico de las contradicciones sociales, culturales y educativas que atraviesan este contexto. El estudio contextualiza la constitución de la triple frontera en términos de organización social, política, étnica y cultural; presenta la diversidad de grupos juveniles presentes en las escuelas locales; y discute la interculturalidad como enfoque pedagógico crítico, orientado al reconocimiento de las diferencias, al enfrentamiento de las desigualdades y a la construcción de relaciones educativas más dialógicas y emancipatorias, posibilitando que la escuela comprenda los/las jóvenes a partir de sus modos de ser, vivir, interpretar el mundo y constituir sus identidades.