Este artigo propõe uma reflexão sobre a contação de histórias como prática estética, afetiva e formadora, com foco na Educação Infantil. Discute-se o papel do contador como mediador entre a palavra e o público, valorizando a memória afetiva, a ancestralidade e a escuta sensível como fundamentos da narrativa oral. A metodologia adotada é qualitativa, baseada em vivências formativas e análise de textos literários e teóricos. São abordados critérios para a escolha de repertórios, recursos expressivos do contador, a importância das imagens internas e dos sentidos na construção da narrativa, bem como o ambiente e a relação com o público. A contação é compreendida como um ato de resistência simbólica, capaz de despertar a imaginação, fortalecer vínculos e transformar espaços educativos e culturais. O artigo propõe, assim, a valorização da palavra narrada como experiência de humanização e partilha.