O “dinheiro organizado” e o crime sistémico

Boletim IBCCRIM

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ISSN: 2965-937X
Editor Chefe: Fernando Gardinali
Início Publicação: 01/01/1993
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciência política, Área de Estudo: Filosofia, Área de Estudo: Psicologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Direito, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

O “dinheiro organizado” e o crime sistémico

Ano: 2019 | Volume: Especial | Número: Especial
Autores: António Avelãs Nunes
Autor Correspondente: António Avelãs Nunes | [email protected]

Palavras-chave: dinheiro organizado, crime sistémico, crime organizado, neoliberalismo

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Costuma atribuir-se a Roosevelt a afirmação segundo a qual permitir o domínio da política pelo capital financeiro (o “dinheiro organizado”) é mais perigoso do que confiar o governo do mundo ao “crime organizado”. Seja quem for o autor deste diagnóstico, ele traduz bem a realidade atual e encontra nela plena confirmação: a coberto da sacrossanta liberdade de circulação do capital e da livre criação de produtos financeiros derivados, o dinheiro organizado vem cometendo toda a espécie de crimes contra a humanidade, sabendo que continua a ser-lhe garantida a segurança nos paraísos fiscais, verdadeiros ‘santuários’ utilizados pelo grande capital financeiro para proteger todos os grandes senhores do “crime organizado” (tráfego de drogas, tráfego de armas, tráfego de mulheres, lavagem de dinheiro, fuga ao fisco, gestão danosa de dinheiros públicos, financiamento de atividades ilegais de espionagem e de subversão, corrupção de toda a espécie, financiamento do terrorismo internacional). O capitalismo do nosso tempo assenta no crime sistémico e está ao serviço do crime sistémico: é o capitalismo do crime sistémico.