As barreiras linguísticas envolvendo a comunidade surda são (re)conhecidas em toda a sua história acadêmica e se agravam na pós-graduação. Com conflitos que ultrapassam a questão do ingresso a este nível acadêmico, as condições para o sucesso atualmente dependem de uma ampla eficiência linguística em leitura por parte do educando surdo, bem como do acesso a uma interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) de qualidade. Portanto, este artigo aborda o papel da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de inclusão do sujeito surdo no contexto da pós-graduação, discutindo tópicos importantes como a diversidade linguística da Libras e a formação não específica do intérprete, que é obrigado por vezes a extrapolar sua responsabilidade individual. O artigo apresenta exemplos concretos do potencial da IA para minimizar ou superar essas barreiras e para promoção da autonomia do estudante surdo. Ela é uma ferramenta de uso pessoal, que associada a uma equipe de interpretação bem remunerada e qualificada, é capaz não só de melhorar a competência linguística científica da comunidade surda, mas também de contribuir para o seu sucesso acadêmico/profissional.
The linguistic barriers involving the deaf community are (re)cognized throughout its academic history and become more severe in graduate studies. With conflicts that go beyond the issue of admission to this academic level, the conditions for success currently depend on a broad linguistic efficiency in reading by the deaf student, as well as access to high-quality in-terpretation in Brazilian Sign Language (Libras). Therefore, this article addresses the role of Artificial Intelligence (AI) as an inclusion tool for the deaf individual in the context of graduate education, discussing important topics such as the linguistic diversity of Libras and the non-specific training of the interpreter, who is sometimes forced to go beyond their individual re-sponsibility. The article presents concrete examples of AI’s potential to minimize or overcome these barriers and to promote the autonomy of the deaf student. It is a tool for personal use that, when combined with a well-paid and qualified interpreta-tion team, is capable not only of improving the scientific linguistic competence of the deaf community but also of contributing to their academic and professional success.