O binômio “no/do campo” e a constituição de sujeitos

Revista Brasileira de Educação do Campo

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ISSN: 25254863
Editor Chefe: Gustavo Cunha de Araujo
Início Publicação: 31/07/2016
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

O binômio “no/do campo” e a constituição de sujeitos

Ano: 2025 | Volume: 10 | Número: Não se aplica
Autores: A. do N. Santos, S. A. Santos
Autor Correspondente: A. do N. Santos | [email protected]

Palavras-chave: educação no/do campo, tecnologias do eu, michel foucault, constituição de sujeitos, agricultura arcaica.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo implica em um aprofundamento teórico de uma dissertação de mestrado, que investiga a constituição do sujeito do campo e as singularidades da Educação no/do Campo a partir da perspectiva Pós-Estruturalista. O estudo tem como objetivo principal demonstrar como a Educação no/do Campo é marcada por imperativos na constituição dos sujeitos, sob a ótica do conceito Tecnologias do Eu de Michel Foucault. A análise discursiva baseia-se em um campo empírico que articula a obra "A Hermenêutica do Sujeito" (Foucault, 2006) com a obra "Da Agricultura" (Catão, 2016), que descreve as dinâmicas da agricultura arcaica (séculos I e II a.C.), para pensarmos a Educação no/do Campo que constitui a contemporaneidade. Teoricamente, o artigo utiliza os estudos de Roseli Caldart e Gaudêncio Frigotto para contextualizar o binômio "no/do campo", ressaltando a Educação do Campo como um movimento social de luta e resistência. Argumenta-se que, assim como na agricultura arcaica o sujeito era produzido sob os imperativos morais da cultura mos maiorum (costumes ancestrais), a Educação no/do Campo, com suas concepções e práticas, também exerce mecanismos de constituição sobre os sujeitos contemporâneos. A análise foca em como estes "dispositivos pedagógicos" transformam a experiência e a relação do sujeito consigo mesmo.



Resumo Inglês:

This article involves a theoretical deepening of a master’s dissertation that investigates the constitution of the rural subject and the singularities of Rural Education from a Post-Structuralist perspective. The main objective of the study is to demonstrate how Rural Education is marked by imperatives in the constitution of subjects, through the lens of Michel Foucault’s concept of Technologies of the Self. The discursive analysis is based on an empirical field that articulates Foucault’s The Hermeneutics of the Subject (2006) with Catão’s (2016), which describes the dynamics of archaic agriculture (1st and 2nd centuries BCE), in order to reflect on the Rural Education that shapes contemporaneity. Theoretically, the article draws on the works of Roseli Caldart and Gaudêncio Frigotto to contextualize the “in/of the countryside” binomial, highlighting Rural Education as a social movement of struggle and resistance. It is argued that, just as in archaic agriculture the subject was produced under the moral imperatives of the mos maiorum (ancestral customs), Rural Education, with its conceptions and practices, also exerts mechanisms of constitution over contemporary subjects. The analysis focuses on how these “pedagogical devices” transform the experience and the subject’s relationship with themselves.



Resumo Espanhol:

El presente artículo implica un profundizamiento teórico de una disertación de maestría que investiga la constitución del sujeto del campo y las singularidades de la Educación en/del Campo desde la perspectiva posestructuralista. El estudio tiene como objetivo principal demostrar cómo la Educación en/del Campo está marcada por imperativos en la constitución de los sujetos, bajo la óptica del concepto de Tecnologías del Yo de Michel Foucault. El análisis discursivo se basa en un campo empírico que articula la obra La Hermenéutica del Sujeto (Foucault, 2006) con la obra De la Agricultura (Catão, 2016), para reflexionar sobre la Educación en/del Campo que constituye la contemporaneidad. Teóricamente, el artículo se apoya en los estudios de Roseli Caldart y Gaudêncio Frigotto para contextualizar el binomio “en/del campo”, resaltando la Educación del Campo como un movimiento social de lucha y resistencia. Se argumenta que, al igual que en la agricultura arcaica el sujeto era producido bajo los imperativos morales de la cultura mos maiorum (costumbres ancestrales), la Educación en/del Campo, con sus concepciones y prácticas, también ejerce mecanismos de constitución sobre los sujetos contemporáneos. El análisis se centra en cómo estos “dispositivos pedagógicos” transforman la experiencia y la relación del sujeto consigo mismo.