O presente artigo tem como objetivo geral analisar o brincar como eixo estruturante da educação infantil, articulando dimensões de natureza, inclusão, território e materiais não estruturados. Como objetivos específicos, buscou-se compreender o papel dos brinquedos da natureza na formação da consciência ambiental, discutir o brincar inclusivo como prática pedagógica e direito garantido por legislações nacionais, valorizar o território e a cultura como dimensões do brincar e investigar o uso de materiais não estruturados e oficinas comunitárias como práticas inovadoras. O estudo fundamenta-se em aportes teóricos de Piaget (1975), que destaca o brincar como construção ativa do conhecimento; Vygotsky (1991), que enfatiza a mediação social; Kishimoto (1994), que discute a ludicidade como prática pedagógica; Brougère (1997), que analisa o brincar como fenômeno cultural; e na abordagem de Reggio Emilia (2016), que valoriza o ambiente como terceiro educador e os cem modos de expressão da criança. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, baseada em legislações (Constituição Federal, ECA, LDB, Lei Brasileira de Inclusão, Política Nacional de Educação Ambiental), no Currículo da Cidade de São Paulo (2019) e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (2015). Os resultados evidenciam que o brincar é prática pedagógica, cultural e social que promove aprendizagens significativas, fortalece vínculos comunitários, garante inclusão e contribui para a sustentabilidade. Conclui-se que o brincar deve ser reconhecido como direito universal e prática autêntica, capaz de integrar criança, escola e comunidade em experiências de pertencimento, criatividade e cidadania.