Na literatura, as transições educativas são vistas como períodos de mudanças significativas e descontinuidades na trajetória escolar dos estudantes. Este estudo busca analisar de que modo as estratégias adotadas pelo Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches, em Braga, Portugal, para minimizar os impactos da transição do 1º para o 2º ciclo do ensino básico contribuem para o ensino de matemática. A pesquisa, de abordagem qualitativa, baseia-se na produção de dados por meio de entrevistas com professoras dos dois ciclos queensinam matemática, além da análise de documentos normativos. Os resultados indicam que as estratégias implementadas pelo Agrupamento não apenas atenuam os desafios dessa transição, como também repercutem no ensino da matemática. O contato regular entre os professores dos dois ciclos possibilita o compartilhamento de experiências, informações e metodologias de ensino, reduzindo rupturas bruscas na abordagem pedagógica e favorecendo a continuidade da aprendizagem matemática e a adoção da perspectiva de sequencialidade progressiva. Por fim, concluímos que essas possíveis contribuições podem amenizar dois problemas enfrentados no ensino deste componente curricular: a possível mudança na abordagem metodológicae a falta de familiaridade dos professores com os conteúdos ensinados anteriormente.
In the literature, educational transitions are seen as significant change and discontinuity periods in students' school trajectories. This study seeks to analyse how the strategies adopted by the Dr. Francisco Sanches cluster of schools in Braga, Portugal, to minimize the impact of the transition from the first to the second cycle of basic education contribute to the mathematics teaching. The qualitative research is based on data collected through interviews with teachers from both cycles who teach mathematics and the analysis of normative documents. The results indicate that the strategies implemented by this cluster of schools not only mitigate the challenges of this transition but also impact mathematics teaching. Regular contact between teachers from both cycles enables sharing experiences, information, and teaching methodologies, reducing abrupt breaks in the pedagogical approach and favoring the continuity of mathematics learning and adopting a progressive sequential perspective. Finally, we conclude that these potential contributions may mitigate two problems faced in the teaching of this curricular component: the possible change in methodological approach and the lack of familiarity of teachers with the previously taught content.