Este artigo discute a importância de perceber as crianças da Educação Especial, matriculadas na Educação Infantil como sujeitos ativos, com amplo potencial, que interpretam o mundo de forma singular, desenvolvendo-se ao interagir com o mundo e tudo que há nele, desde que tenham garantido o protagonismo e a escuta ativa. Para tanto, o Projeto Político Pedagógico surge como uma das ferramentas educacionais que deve ter sua construção coletiva, refletindo as crenças, saberes e anseios de toda a comunidade escolar. O presente estudo é de natureza qualitativa e tem o seguinte questionamento: Como (re) elaborar o Projeto Político Pedagógico dos territórios da Educação Infantil de modo que esse documento seja inclusivo? Apresenta como objetivos geral e específico, respectivamente: avaliar a viabilidade de implementação do Projeto Político Pedagógico com um viés democrático e orientado por uma concepção inclusiva e compreender a concepção da educação inclusiva que está institucionalizada nas bibliografias utilizadas neste estudo e nas legislações vigentes. Conclui-se que o Projeto Político Pedagógico não deve apenas mencionar a Educação Especial, mas incorporar propostas e práticas teóricas que apoiem plenamente o desenvolvimento de todos, removendo as barreiras e garantindo o acesso e a permanência com qualidade nas creches e pré-escolas.