OS LIMITES DA ORALIDADE COMO FORMA ‘ADEQUADA’ DE PRODUZIR VERDADE NO DIREITO

Revista de Estudos Jurídicos da UNESP

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ISSN: 2179-5177
Editor Chefe: Ana Clara Tristão
Início Publicação: 27/06/2023
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas

OS LIMITES DA ORALIDADE COMO FORMA ‘ADEQUADA’ DE PRODUZIR VERDADE NO DIREITO

Ano: 2011 | Volume: 15 | Número: 22
Autores: Ivan Furmann
Autor Correspondente: Ivan Furmann | [email protected]

Palavras-chave: Oralidade, antropologia jurídica, processo, verdade.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A oralidade tem sido apontada pelo discurso jurídico oficial como garantidora de uma verdade fidedigna no processo. Entretanto, pesquisas etnográficas diversas têm demonstrado que a oralidade não garante em si a concretização de versões mais fidedignas em tribunais. A elaboração escrita da fala, a impossibilidade de externalização oral e a possibilidade de manipulação do que é dito são alguns exemplos que desconstroem o discurso jurídico e possibilitam pensar a oralidade em suas possibilidades fáticas.

PALAVRAS-CHAVE: Oralidade, antropologia jurídica, processo, verdade.



Resumo Inglês:

Orality has been identified by official legal discourse as a guarantor of truth in the process reliable. However, several ethnographic studies have shown that oral tradition does not in itself guarantee the achievement of more reliable versions in court. The development of written speech, the impossibility of outsourcing and the possibility of oral manipulation of what is said are some examples that deconstruct the legal discourse and enable thinking orality in their factual possibilities.

KEYWORDS: Orality, legal anthropology, process, truth.