OS NOVE PENTES D’ÁFRICA: ESCRITA DECOLONIAL, ANCESTRALIDADE E POÉTICA DA RESISTÊNCIA EM CIDINHA DA SILVA

Edição de Março 2026

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ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/03/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

OS NOVE PENTES D’ÁFRICA: ESCRITA DECOLONIAL, ANCESTRALIDADE E POÉTICA DA RESISTÊNCIA EM CIDINHA DA SILVA

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 3
Autores: RONALDO DA SILVA RODRIGUES
Autor Correspondente: RONALDO DA SILVA RODRIGUES | [email protected]

Palavras-chave: Literatura afro-brasileira; Ancestralidade; Estética negra; Decolonialidade; Epistemicídio; Aquilombamento

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo analisa a escrita decolonial de Cidinha da Silva na obra Os nove pentes d’África (2009), investigando de que maneira a autora reconfigura a experiência afro-brasileira por meio de uma poética da ancestralidade e da resistência. Parte-se da problemática de compreender como a narrativa tensiona a hegemonia eurocentrada e patriarcal que historicamente estruturou o campo literário brasileiro, promovendo deslocamentos simbólicos e instaurando novas formas de representação. O estudo mobiliza referenciais do pensamento decolonial, das teorias da identidade cultural e das cosmopercepções afro-diaspóricas para evidenciar como a obra articula memória, oralidade, religiosidade e performatividade como dispositivos de reexistência. Argumenta-se que a escrita de Cidinha da Silva opera como gesto contracolonial, produzindo um efeito de “aquilombamento” estético que reinscreve sujeitos negros no centro da cena narrativa e reafirma a literatura como espaço de disputa epistemológica.