Para Além de um Sentido Bio-Lógico: Relações de Corpo e Gênero em Documentos Curriculares Nacionais e Estaduais de Ciências e Biologia

Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências

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20071004
Site: https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbpec/index
Telefone: (84) 9998-7617
ISSN: 1984-2686
Editor Chefe: Aline Nicolli, Marcia Gorette Lima da Silva, Silvania Souza do Nascimento, Suzani Cassiani
Início Publicação: 01/01/2001
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Para Além de um Sentido Bio-Lógico: Relações de Corpo e Gênero em Documentos Curriculares Nacionais e Estaduais de Ciências e Biologia

Ano: 2025 | Volume: 25 | Número: Não se aplica
Autores: B. R. Gomes, G. A. Dionor
Autor Correspondente: B. R. Gomes | [email protected]

Palavras-chave: Análise do Discurso, determinismo biológico, ensino de ciências e biologia, estudos de gênero

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Através do avanço da Ciência e Tecnologia alcançamos diversas melhorias para o desenvolvimento da vida humana, porém ao mesmo tempo, aliada a questões sócio-político- culturais, firmaram-se algumas noções equivocadas em relação às questões de corpo e gênero, ajudando a sustentar normatividades que marginalizam certas corporeidades. O problema se agrava quando essa imagem deturpada de uma ciência “bio-lógica” gera uma prática pedagógica que reproduz discursos que marginalizam populações subalternizadas. Neste contexto, o presente trabalho busca investigar como discussões de corpos e gêneros-diversos são abordados em documentos reguladores das disciplinas de Ciências e Biologia na Educação Básica brasileira. Esta pesquisa tem caráter documental, na qual nos propomos analisar o discurso sobre as relações de corpo e gênero nas seções referentes às Ciências Naturais na Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e na maioria dos currículos estaduais brasileiros. Na BNCC observamos uma “política do silêncio” em relação a discussão de corpo e gênero no documento, o que ainda influenciou a maioria dos currículos estaduais a seguirem o mesmo caminho. Por fim, é urgente pensarmos uma outra práxis para o Ensino de Ciências e Biologia que também abarque “outres sujeites”, promovendo reflexões ao ambiente escolar afim de romper com a discriminação de corpos e gêneros-diversos.