Para pensar a cultura na periferia do capitalismo / Thinking culture on the periphery of capitalism

Libertas

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ISSN: 1980-8518
Editor Chefe: Carina Berta Moljo
Início Publicação: 01/01/2001
Periodicidade: Semestral

Para pensar a cultura na periferia do capitalismo / Thinking culture on the periphery of capitalism

Ano: 2018 | Volume: 18 | Número: 1
Autores: Paula Kropf
Autor Correspondente: Paula Kropf | [email protected]

Palavras-chave: cultura, capitalismo, formação social brasileira, crise.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente texto procura discutir relações entre cultura e forma social. Para tal percurso, buscamos abordar  a  seguinte  questão:  a  cultura,  como  prática  social  -  tomando  a  compreensão  do  marxista britânico Raymond Williams - pode ser configurada como um elemento anti-barbárie na periferia do capitalismo,  conforme  debate  Schwarz  (1999).  A  compreensão  das  relações  sociais,  aqui,  se encontra angulada pela tonalidade destrutiva inerente à lógica capitalista, que caminha em direção a um estado de regressão acentuado sem precedentes. Trata-se de um sistema centrado na produção de mercadorias  que  contém  a  sua  dissolução  por  meio  da  violência.  É  possível  o  cultivo  das potencialidades humanas quando estamos amalgamados e movidos por algo – a valorização do valor – que é contraditória às tendências de emancipação?



Resumo Inglês:

The present text tries to discuss relations between culture and social form. To this end, we seek to address the following question: culture as a social practice - taking the understanding of the British Marxist  Raymond  Williams  -  can  be  configured  as  an  anti-barbaric  element  on  the  periphery  of capitalism, as discussed by Schwarz (1999). The understanding of social relations here is angulated by the destructive tonality inherent in capitalist logic, which is moving towards a state of unprecedented regression.  It  is  a  system  centered  on  the  production  of  goods  containing  its  dissolution  through violence.  Is  it  possible  to  cultivate  human  potential  when  we  are  amalgamated  and  moved  by something - the valorization of value - that is contradictory to the tendencies of emancipation?