O artigo analisa as percepções, experiências e posicionamentos de jovens estudantes do Ensino Médio sobre a escola, os professores e as práticas pedagógicas, o uso do telefone celular no ambiente escolar e a implementação do Novo Ensino Médio, a partir do referencial teórico das Geografias das Juventudes. A pesquisa foi desenvolvida por meio de um grupo focal realizado com estudantes de uma escola pública de uma cidade de pequeno porte do interior do Rio Grande do Sul, possibilitando a escuta qualificada das vozes juvenis. Os resultados evidenciam que a escola é percebida de forma ambígua, simultaneamente como espaço de referência e de tensões, especialmente no que se refere às metodologias de ensino. As análises apontam críticas às permanências pedagógicas, à proibição do uso do celular e às fragilidades na implementação do Novo Ensino Médio, sobretudo quanto à formação docente e aos itinerários formativos. Conclui-se que as juventudes produzem leituras críticas sobre a escola enquanto espaço vivido, reafirmando a importância da escuta juvenil na reflexão sobre práticas educativas e políticas públicas.
The article analyzes the perceptions, experiences, and positions of high school students regarding the school, teachers and pedagogical practices, the use of mobile phones in the school environment, and the implementation of the New Upper Secondary Education reform, based on the theoretical framework of the Geographies of Youth. The research was conducted through a focus group with students from a public school in a small town in the interior of Rio Grande do Sul, enabling a qualified listening to youth voices. The results show that the school is perceived in an ambivalent way, simultaneously as a space of reference and of tension, especially with regard to teaching methodologies. The analyses point to criticisms of pedagogical permanences, the prohibition of mobile phone use, and the fragilities in the implementation of the New Upper Secondary Education, particularly concerning teacher training and formative pathways. It is concluded that youth produce critical readings of the school as a lived space, reaffirming the importance of youth listening in reflections on educational practices and public policies.
El artículo analiza las percepciones, experiencias y posicionamientos de estudiantes de Educación Media sobre la escuela, los docentes y las prácticas pedagógicas, el uso del teléfono celular en el ámbito escolar y la implementación del Nuevo Ensino Medio, a partir del marco teórico de las Geografías de las Juventudes. La investigación se desarrolló mediante un grupo focal realizado con estudiantes de una escuela pública de una ciudad pequeña del interior de Rio Grande do Sul, lo que permitió una escucha cualificada de las voces juveniles. Los resultados evidencian que la escuela es percibida de manera ambivalente, simultáneamente como un espacio de referencia y de tensiones, especialmente en lo que respecta a las metodologías de enseñanza. Los análisis señalan críticas a las permanencias pedagógicas, a la prohibición del uso del teléfono celular y a las fragilidades en la implementación del Nuevo Ensino Medio, sobre todo en relación con la formación docente y los itinerarios formativos. Se concluye que las juventudes producen lecturas críticas de la escuela como espacio vivido, reafirmando la importancia de la escucha juvenil en la reflexión sobre las prácticas educativas y las políticas públicas.