A arquitetura curricular de cursos da saúde que predomina nas universidades dos países industrializados remonta a uma origem comum, ancorada na cientificidade representativa do modelo biomédico hegemônico. Essa estrutura formativa está na gênese do que convencionou-se nomear de crise da saúde, com o predomínio de procedimentos de intervenção e medicalização. Diante dessa constatação, propostas de mudanças na arquitetura curricular, centradas no modelo ampliado de saúde, vêm sendo implementadas na atualidade. Este ensaio tem como objetivo abrir um diálogo com os docentes sobre a importância do debate epistemológico para a emergência de um outro pensar-sentir no contexto da formação, que tome as noções de encontro e de experiências do sensível como orientadoras de novas possibilidades. Conclui-se que uma formação em saúde mediada pelo encontro depende de uma abertura epistêmica a outros paradigmas fora do marco exclusivo da racionalidade científica, na qual o docente desempenha papel fundamental.
In industrialized countries, the predominant curriculum framework in university health courses refers back to a common origin, anchored in the scientificity representative of the hegemonic biomedical model. This educational structure provides the genesis of what is commonly known as the health crisis, in which procedures for intervention and medicalization predominate. Under these circumstances, proposed changes to the curriculum framework, centred on an extended health model, are currently being implemented. This essay aims to open up dialogue with teachers about the importance of the epistemological debate in enabling the emergence of other thoughts and feelings within the context of professional education, taking notions of the encounter and experiences of the sensitive as guidelines for new possibilities. We concluded that such change depends on an epistemic opening up to other paradigms outside the exclusive framework of scientific rationality, in which teachers play a fundamental role.
La arquitectura curricular de las carreras de salud que predomina en las universidades de los países industrializados se remonta a un origen común, anclado en la cientificidad representativa del modelo biomédico hegemónico. Esta estructura formativa está en la génesis de lo que convencionalmente se denominó crisis de salud, con predominio de los procedimientos de intervención y medicalización. Ante esto, actualmente se están implementando propuestas de cambios en la arquitectura curricular, centradas en el modelo de salud ampliado. Este ensayo tiene como objetivo abrir un diálogo con los docentes sobre la importancia del debate epistemológico para el surgimiento de otro pensar-sentir en el contexto de la formación, que toma como pauta las nociones de encuentro y vivencia de lo sensible como guías de nuevas posibilidades. Se concluye que la formación mediada por el encuentro depende de una apertura epistémica a otros paradigmas fuera del marco exclusivo de la racionalidad científica, en los que el docente juega un papel fundamental.