Este trabalho se constitui como uma reflexão fundamentada na importância do repertório musical para além das músicas infantilizadas, tendo por objetivo analisar criticamente os impactos mercantis e as ferramentas de manutenção do capitalismo, que se apresentam como atrações consumíveis pela sociedade, ao mesmo tempo em que veiculam mensagens implícitas, nem sempre verdadeiramente significativas ou progressistas para bebês, crianças e jovens. O tema desloca-se para além de uma reflexão coletiva, sendo também embasado no momento emocional subjetivo de cada sujeito, o qual influencia diretamente sua leitura e sua ótica sobre a música. Os objetivos específicos dessa reflexão consistem em elucidar de que forma a música pode contribuir para o desenvolvimento integral de bebês e crianças, identificando estratégias pedagógicas eficazes que a utilizem como um recurso multidisciplinar e transcendental nas vivências cotidianas, além de relacioná-la aos saberes ancestrais adinkras. Para tanto, nomeio esta pesquisa/reflexão como “musicadinkrando”, posicionando-a de forma fulcral no enaltecimento da ancestralidade e da carga de significados que os sons, aqui compreendidos como música, carregam em nossas vidas. A integração das palavras busca marcar o sufixo “ando” como movimento contínuo, como um caminho em construção, articulado à cosmovisão dos adinkras, cujos saberes e valores transcendem a linguagem convencional e tensionam diferentes manifestações de violência, perspectivas estas também evidenciadas nas músicas.