O presente artigo tem como foco de estudo as práticas educativas tecidas junto ao Parque do Goiabal, um remanescente de Cerrado localizado em Ituiutaba – MG, e sua relação com a comunidade local. O objetivo da pesquisa foi pensar em ações que promovem a sensibilização ambiental e fortalecem o sentimento de pertencimento em relação ao Cerrado, por meio de práticas de educação ambiental em escolas urbanas e do campo da região. As atividades foram desenvolvidas pelo Coletivo Goiabal Vivo, formado sobretudo por discentes e docentes dos cursos de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – Campus Pontal. A metodologia incluiu dinâmicas interativas, como a construção de uma teia alimentar com uso de imagens e barbantes, além da exibição do curta “Vellozia” e oficinas utilizando frutos do Cerrado, como o jatobá. Os principais resultados demonstraram o aumento da compreensão dos e das estudantes sobre as relações ecológicas, a valorização da flora local e a superação da impercepção botânica. As atividades também despertaram interesse nas famílias humanas locais, fortalecendo o vínculo da comunidade com o ambiente. Conclui-se que práticas educativas inter/transdisciplinares, que integram ciências, culturas e vivências regionais são fundamentais para promover o cuidado do Cerrado e para formar sujeitos mais conscientes e comprometidos com uma relação sensível com o ambiente e com a vida.
Este artículo se centra en las prácticas educativas desarrolladas en el Parque Goiabal, un remanente del Cerrado ubicado en Ituiutaba – MG, y su relación con la comunidad local. El objetivo de la investigación fue promover la conciencia ambiental y fortalecer el sentido de pertenencia al Cerrado mediante prácticas de educación ambiental en escuelas urbanas y rurales de la región. Las actividades fueron desarrolladas por el Colectivo Goiabal Vivo, formado principalmente por estudiantes y docentes de Ciencias Biológicas de la Universidad Federal de Uberlândia, Campus Pontal. La metodología incluyó dinámicas interactivas, como la construcción de una red trófica con imágenes e hilo, además de la proyección del cortometraje “Vellozia” y talleres con frutos del Cerrado, como el jatobá. Los principales resultados demostraron un aumento en la comprensión de las relaciones ecológicas por parte de los estudiantes, la apreciación de la flora local y la superación de la impercepción botánica. Las actividades también despertaron el interés de las familias, fortaleciendo el vínculo de la comunidad con el medio ambiente. Se concluye que las prácticas educativas inter/transdisciplinarias, que integran ciencia, cultura y experiencias locales, son fundamentales para promover la conservación del Cerrado y formar sujetos más conscientes y comprometidos con la preservación del medio ambiente.