QUANDO A QUÍMICA FALA EM SINAIS: DIÁLOGOS E SENTIDOS NA EDUCAÇÃO DE SURDOS

Revista Espaço

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Telefone: (21) 2285-7546
ISSN: 25256203
Editor Chefe: Wilma Favorito
Início Publicação: 31/12/1989
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Educação, Área de Estudo: Letras, Área de Estudo: Linguística, Área de Estudo: Multidisciplinar

QUANDO A QUÍMICA FALA EM SINAIS: DIÁLOGOS E SENTIDOS NA EDUCAÇÃO DE SURDOS

Ano: 2025 | Volume: Especial | Número: 63
Autores: Lidiane de Lemos Soares Pereira Thalita Costa Curado Souza Anna Maria Canavarro Benite
Autor Correspondente: Lidiane de Lemos Soares Pereira | [email protected]

Palavras-chave: Surdez; Libras; Ensino de Química.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo discute a elaboração de conceitos químicos por estudantes surdos em sala de aula bilíngue, fundamentando-se nas contribuições de Vigotski e Bakhtin. A pesquisa, de caráter participante, foi realizada no Instituto Federal de Goiás durante um curso de extensão que envolveu atividades experimentais organizadas em uma sequência didática com oito intervenções pedagógicas (IP). As análises concentraram-se em episódios de ensino da IP3, destacando o papel do Tradutor e Intérprete de Libras/Português (TILP) na intermediação do conhecimento. Os resultados evidenciam que o TILP não atua apenas na tradução literal, mas interfere na negociação de significados e sentidos, podendo favorecer ou dificultar a construção conceitual, especialmente quando utiliza sinais que contradizem o conceito científico. Conclui-se que a inclusão de estudantes surdos no ensino de Ciências/Química exige práticas pedagógicas colaborativas entre professor e TILP, bem como reflexões sobre a utilização de sinais que permitem promover um ensino dialógico e equitativo.



Resumo Inglês:

This article discusses the development of chemical concepts by deaf students in a bilingual classroom, grounded in the contributions of Vygotsky and Bakhtin. The research, of a participatory nature, was carried out at the Federal Institute of Goiás during an extension course that included experimental activities organized in a didactic sequence with eight pedagogical interventions (PIs). The analyses focused on teaching episodes from PI3, highlighting the role of the Libras/Portuguese Translator and Interpreter (TILP) in mediating knowledge. Results show that the TILP does not merely pro-vide literal translation, but intervenes in the negotiation of meanings and senses, which can either facilitate or hinder conceptual construction, particularly when using signs that contradict the scientific concept. It is concluded that the inclusion of deaf students in Science/Chemistry education requires collaborative pedagogical practices between teach-er and TILP, as well as critical reflection on the use of signs that foster dialogical and equitable teaching.