Recriações de Chapeuzinho Vermelho frestas curriculares?

Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade

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ISSN: 2358-0194
Editor Chefe: Emanuel do Rosário Santos Nonato
Início Publicação: 09/02/2021
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas

Recriações de Chapeuzinho Vermelho frestas curriculares?

Ano: 2025 | Volume: 34 | Número: 77
Autores: S. Emilião, A. L. G. Souza, L. C. N. Moura
Autor Correspondente: S. Emilião | [email protected]

Palavras-chave: Narrativa, ficção, currículo, enunciados infantis

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo pretende dialogar com enunciados elaborados por crianças entre 9 e 14 anos, que cursam o 4º e 5º anos do Ensino Fundamental nas redes públicas municipais do norte do Estado do Maranhão, quando convocadas a criarem um final diferente para o conto Chapeuzinho Vermelho. Os enunciados fazem parte de avaliações diagnósticas aplicadas por um projeto de formação continuada de professores, no primeiro semestre de 2024. A leitura dos enunciados está teóricametodologicamente2 ancorada no campo dos estudos dos cotidianos em diálogo com a filosofia da linguagem bakhtiniana, a fim de que os cotejos dos enunciados infantis com os cotidianos e a literatura infanto-juvenil provoquem uma reflexão sobre a criação ética, estética e política das produções infantis. O artigo está organizado em seções que se complementam e dialogam entre si para pensar os deslocamentos de compreensões, ampliação de sentidos e a impossibilidade de apreender e determinar um sentido único, ou alguns possíveis, mesmo na reescrita de textos clássicos. Constatamos, neste estudo, que as crianças apresentam frestas para a recuperação da artesania do pensar e do fazer, opondo-se às padronizações constantes na contemporaneidade.



Resumo Inglês:

This article intends to dialogue with statements made by children between 9 and 14 years old, who attend the 4th and 5th years of Elementary School in municipal public schools in the north of the State of Maranhão, when asked to create a different ending for the story Little Red Riding Hood. The statements are part of diagnostic assessments applied by a continuing teacher training project, in the first semester of 2024. The reading of the statements is, theoretically and methodologically, anchored in the field of everyday life studies in dialogue with Bakhtinian language philosophy, in order to that the comparison of children’s statements with everyday life and children’s literature provokes a reflection on the ethical, aesthetic and political creation of children’s productions. The article is organized into sections that complement and dialogue with each other to think about the shifts in understanding, expansion of meanings and the impossibility of grasping and determining a single meaning, or some possible ones, even when rewriting classic texts. We found in this study that children exhibit gaps for the recovery of the craftsmanship of thinking and doing, opposing the constant standardizations of contemporaneity.



Resumo Espanhol:

Este artículo tiene como objetivo dialogar con declaraciones de niños entre 9 y 14 años, que cursan el 4º y 5º año de la Enseñanza Primaria en escuelas públicas municipales del norte del Estado de Maranhão, cuando se les pidió crear un final diferente para el cuento Caperucita Roja. Los discursos forman parte de evaluaciones diagnósticas aplicadas por un proyecto de formación continua de docentes, en el primer semestre de 2024. La lectura de los discursos está anclada teórico-metodológicamente en el campo de los estudios de la vida cotidiana en diálogo con la filosofía de la lengua bajtiniana, de modo que las comparaciones de los discursos infantiles con la vida cotidiana y la literatura infantil provocan una reflexión sobre la creación ética, estética y política de las producciones infantiles. El artículo está organizado en secciones que se complementan y dialogan para pensar los cambios en la comprensión, la ampliación de significados y la imposibilidad de captar y determinar un significado único, o algunos posibles, incluso cuando se reescriben textos clásicos. En este estudio, encontramos que los niños tienen lagunas en la recuperación de la artesanía de pensar y hacer, oponiéndose a la constante estandarización en la época contemporánea.