Este artigo analisa a intersecção entre saúde mental escolar e Educação do Campo, enfatizando o papel da psicologia e os desafios na construção de políticas e práticas de cuidado contextualizadas e coletivas. O movimento pela Educação do Campo defende a presença das escolas em seus territórios e critica o modelo educacional rural hegemônico, por negligenciar as especificidades das famílias campesinas. Por meio de um estudo qualitativo de desenho etnográfico, realizado em uma Escola Família Agrícola (EFA) do interior da Bahia, são examinados registros de observação participante relativos a situações de saúde mental no cotidiano escolar. A análise evidencia a centralidade das relações afetivas e interpessoais, bem como o papel essencial dos monitores/professores no cuidado cotidiano durante o tempo-escola. Argumenta-se que a promoção da saúde mental nas EFAs requer a construção coletiva de estratégias que considerem a Pedagogia da Alternância e as condições concretas de vida e trabalho de seus sujeitos.
This article aims to discuss the interface between school mental health and rural education, highlighting the role of psychology and the challenges in implementing contextualized and collective care policies and practices. The Rural Education movement advocates for the presence of schools within rural territories and opposes the official educational model, whose urban-oriented logic overlooks the specificities of peasant families. Based on a qualitative, ethnographically inspired study conducted in a Family Agricultural School (Escola Família Agrícola – EFA) in the countryside of Bahia, this paper analyzes participant observation records related to school mental health situations. The results emphasize the centrality of interpersonal and emotional relationships, as well as the essential role of monitors/teachers in everyday care during school time. It is argued that promoting mental health in EFAs requires collaborative strategies developed jointly by professionals and students, in harmony with the Pedagogy of Alternation and the socio-territorial conditions that shape rural life.
Este artículo tiene como objetivo discutir la interfaz entre la salud mental escolar y la educación del campo, destacando el papel de la psicología y los desafíos en la implementación de políticas y prácticas de cuidado contextualizadas y colectivas. El movimiento de la Educación del Campo reivindica la presencia de las escuelas en los territorios rurales y cuestiona el modelo educativo oficial, cuya lógica urbana desconoce las especificidades de las familias campesinas. A partir de un estudio cualitativo de inspiración etnográfica, desarrollado en una Escuela Familia Agrícola (EFA) del interior de Bahía, se analizan registros de observación participante relacionados con situaciones de salud mental escolar. Los resultados enfatizan la centralidad de las relaciones interpersonales y afectivas, así como el papel esencial de los monitores/profesores en el cuidado cotidiano durante el tiempo-escuela. Se argumenta que la promoción de la salud mental en las EFAs requiere estrategias construidas de manera colaborativa entre profesionales y estudiantes, en sintonía con la Pedagogía de la Alternancia y con las condiciones socioterritoriales que estructuran la vida en el campo.