A TRAJETÓRIA DA UNIVERSIDADE NO BRASIL E A CRIAÇÃO DO NOVO MODELO: INCLUSÃO E INTERDISCIPLINARIDADE NA CONSTITUIÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC – UFABC

Edição de Maio 2026

Endereço:
Rua João Burjakian - Lauzane Paulista
São Paulo / SP
02442-150
Site: http://www.revistaterritorios.com.br
Telefone: (11) 9952-1344
ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 29/05/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

A TRAJETÓRIA DA UNIVERSIDADE NO BRASIL E A CRIAÇÃO DO NOVO MODELO: INCLUSÃO E INTERDISCIPLINARIDADE NA CONSTITUIÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC – UFABC

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 5
Autores: SANDRA ROSA GOMES DOS SANTOS
Autor Correspondente: SANDRA ROSA GOMES DOS SANTOS | [email protected]

Palavras-chave: Universidade Federal do ABC; Inclusão Social; Expansão do Ensino Superior; Modelo Pedagógico; Democratização.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo apresenta um panorama da trajetória histórica da universidade no Brasil e examina a Universidade Federal do ABC (UFABC) como um modelo de resistência e inovação pedagógica, concebido no contexto das políticas de expansão e democratização do ensino superior brasileiro. Historicamente elitista e marcada por modelos colonizantes (napoleônicos e humboldtianos), a universidade brasileira tem se mantido, em grande parte, distante das demandas dos grupos sociais mais desfavorecidos, perpetuando a hierarquia de classes e a exclusão social. Em contrapartida, a UFABC, primeira universidade criada no âmbito do projeto de reestruturação pós-neoliberal de Lula e Dilma, propõe uma ruptura de paradigmas ao priorizar a flexibilidade curricular, o respeito às diferenças e a inclusão de estudantes oriundos de escolas públicas. O texto apresentado não contempla uma dimensão empírica, constituindo um recorte de uma dissertação de mestrado, que utiliza a análise histórica e documental para traçar o percurso da educação superior no país e demonstrar em que medida o projeto da UFABC se configura como uma alternativa à colonialidade do saber e ao ranço tradicionalista das universidades no Brasil. Conclui-se que o sucesso da inclusão depende não apenas do acesso à universidade, mas também de uma profunda reavaliação da prática pedagógica e da formação docente, capazes de valorizar a diversidade cultural e o conhecimento trazido pelos novos públicos universitários, garantindo que a excelência e a inclusão caminhem juntas.