A pandemia da doença de coronavírus (COVID-19) ocasionou a obrigatoriedade de virtualização da ação das instituições de ensino superior, o que ocasionou a instauração do ensino remoto. Em decorrência deste cenário atípico, as repentinas alterações exigiram adaptação imediata e compulsória por parte dos estudantes universitários, podendo predispor os futuros profissionais da área da saúde ao adoecimento mental. O presente artigo objetivou avaliar a prevalência de transtornos mentais comuns em acadêmicos da área da saúde e os indicadores de adaptação ao ensino remoto durante a pandemia da COVID-19. Como parte do método, realizou-se uma pesquisa transversal, com caráter exploratório e descritivo, com 211 acadêmicos da área de saúde. Os achados revelam que os estudantes de Psicologia (45,9%) e Medicina (15,8%) apresentaram maiores níveis de transtornos mentais comuns em comparativo com os alunos das outras áreas, sendo ainda significativamente maior no sexo feminino (78,1%). Os resultados demostram que é necessário implementar projetos e ações voltadas para promoção de saúde mental nesses acadêmicos.
The pandemic of the coronavirus disease (COVID-19) caused the obligatory virtualization of the action of higher education institutions, which led to the establishment of remote education. As a result of this atypical scenario, the sudden changes required immediate and compulsory adaptation by university students, which may predispose future health professionals to mental illness. The present article aimed to evaluate the prevalence of common mental disorders in health area undergraduates and the indicators of adaptation to remote teaching during the pandemic of COVID-19. As part of the method, a cross-sectional, exploratory and descriptive survey was conducted with 211 health care academics. The findings reveal that Psychology (45.9%) and Medicine (15.8%) students presented higher levels of common mental disorders when compared to students from other areas, being even significantly higher in females (78.1%). The results demonstrate that it is necessary to implement projects and actions aimed at promoting mental health in these students
La pandemia de la enfermedad del coronavirus (COVID-19) provocó la virtualización obligatoria de la acción de las instituciones de enseñanza superior, lo que condujo al establecimiento de la enseñanza a distancia. Como resultado de este escenario atípico, los cambios repentinos exigieron una adaptación inmediata y obligatoria por parte de los estudiantes universitarios, lo que puede predisponer a los futuros profesionales de la salud a padecer enfermedades mentales. El presente artículo tuvo como objetivo evaluar la prevalencia de trastornos mentales comunes en estudiantes de pregrado del área de la salud y los indicadores de adaptación a la enseñanza a distancia durante la pandemia del COVID-19. Como parte del método, se realizó una encuesta transversal, con carácter exploratorio y descriptivo, con 211 académicos del área de salud. Los resultados revelan que los estudiantes de Psicología (45,9%) y Medicina (15,8%) presentan niveles más altos de trastornos mentales comunes en comparación con los estudiantes de otras áreas, siendo aún significativamente mayor en las mujeres (78,1%). Los resultados demuestran que es necesario poner en marcha proyectos y acciones dirigidas a promover la salud mental de estos alumnos.