O debate sobre as interfaces entre direito, justiça e violação de direitos é pertinente
à realidade brasileira, principalmente no que se refere às mulheres em seus aspectos
etário, geracional, racial, territorial e social, por exemplo. Nesse cenário, a condição de
“meninas”, foco da pesquisa, em especial, emana a devida atenção. Desse modo, o objetivo
é apresentar contribuições reflexivas a partir da música “Uma menina” (2025), da rapper
Negra Li. Este artigo atende aos preceitos científico-acadêmicos, mas com linguagem poética,
e apoia-se no referencial teórico interdisciplinar e no procedimento metodológico
qualitativo na modalidade documental (obra musical). Com base na música investigada
e nos contrastes existentes no país, observa-se que se fazem urgentemente necessárias
a identificação de vulnerabilidades e a intepretação cuidadosa dos aspectos materiais e
subjetivos que envolvem as violências, suas marcas e seus “sangramentos simbólicos”,
com vistas à transformação dessas questões.