Este artigo apresenta um recorte de pesquisa de doutorado que teve como objetivo principal compreender a construção do conhecimento geográfico com alunos surdos nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A investigação, de natureza qualitativa, ocorreu durante os anos de 2017 e 2018 no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). A metodologia pautou-se na pesquisa-ação, englobando três procedimentos para coleta de dados: observação de aulas de Geografia; grupo focal com professores dos anos iniciais, bem como criação e realização de sessões de oficina de Geografia com alunos surdos do 5º ano. Neste texto, apresentamos resultados da discussão grupal com os professores que atuavam no primeiro segmento do Ensino Fundamental. A análise dos dados trouxe importantes reflexões sobre o ensino-aprendizagem de Geografia, evidenciando uma estreita relação com as particularidades linguísticas e de comunicação destes estudantes. Ademais, também emergiram interessantes contribuições para a educação geográfica nesta etapa de escolarização com estudantes surdos.
This article presents a section of a doctoral research project whose main objective was to understand the construction of geographic knowledge with deaf students in the early years of elementary school. The research, of a qualitative nature, took place during the years 2017 and 2018 at the National Institute of Education for the Deaf (INES). The methodology was based on research-action (Thiollent, 2011), encompassing three procedures for data collection: observation of geography classes; focus group with teachers from the early years; as well as creation and implementation of geography workshop sessions with deaf students in the 5th grade. In this text, we present the results of the group discussion with teachers who worked in the early years of elementary school. The analysis of the data brought important reflections on the teaching and learning of Geog-raphy, highlighting a close relationship with the linguistic and communication particularities of these students. Furthermore, interesting contributions to geographic education at this stage of schooling with deaf students also emerged.